Protecção Civil alerta para risco de derrocadas. Há 26 mil clientes da E-Redes sem energia

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O comandante nacional da Protecção Civil, Mário Silvestre, alertou este domingo a população para os riscos persistentes de cheias, deslizamentos de terra e colapso de estruturas, com especial incidência em rodovias e na orla costeira. Pelas 12h30, cerca de 26 mil clientes da E-Redes estavam sem energia eléctrica em Portugal, 16 mil nas zonas mais afectadas pela depressão Kristin.

No rio Mondego os diques que estavam sob vigilância continuam a ser regulados, afirmou Mário Silvestre numa conferência de imprensa realizada este domingo na sede da Protecção Civil, em Carnaxide. “O trabalho está a ser feito e monitorizado em estreita articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente para tentar garantir que na zona de Montemor-o-Velho não haverá mais impacto provocado pelas cheias.”

A diminuição das descargas das barragens espanholas levou a uma descida “bastante significativa” dos níveis do rio Tejo. Embora as cheias devam manter-se nas zonas ribeirinhas, o comandante adiantou que não é expectável o surgimento de novas áreas inundadas. O plano de cheias do rio Tejo mantém-se no nível vermelho. Situação semelhante foi reportada para os rios Sorraia e Sado, com todos os rios a voltarem progressivamente aos seus leitos normais.

Nos rios Minho, Coura, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Sousa, Vouga, Águeda, Lis, Nabão e Guadiana, a situação está estável, sem previsão de alagamentos graves, mas a monitorização continua a ser essencial. “Manteremos todas as equipas empenhadas nos trabalhos de recuperação e escoamento que continuam a ser necessários um pouco por todo o país”, declarou Mário Silvestre.

Actualmente, estão activos 12 planos distritais e 123 planos municipais, além de 15 declarações de situação de alerta. Até ao momento, a Protecção Civil registou 18.947 ocorrências, envolvendo 64.301 operacionais e 26.339 meios. A tipologia mais frequente de incidentes continua a ser queda de árvores e inundações, com um destaque recente para movimentos de massas e derrocadas.

A Protecção Civil reforçou as recomendações à população, nomeadamente evitar atravessar estradas inundadas e alertar as autoridades para fissuras recentes no solo, quedas de árvores ou deslizamentos pontuais, que podem ser indicadores de movimentos de terra mais complexos e capazes de comprometer habitações e vias rodoviárias. O comandante reforçou que nunca se deve tocar em cabos eléctricos caídos, pois podem estar sob tensão e representar um sério risco de electrocussão.

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