A decisão ainda não está tomada, mas o sucessor de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária será escolhido dentro da instituição, adiantou nesta terça-feira a ministra da Justiça, que garante a independência desta polícia e dos inquéritos em curso.
“A nossa intenção, e tive a oportunidade de conversar com o senhor primeiro-ministro, é que fosse uma solução de continuidade, ou seja, não ser alguém de fora. A Polícia Judiciária (PJ) fez o seu caminho, tem actualmente quadros muito qualificados, poderão com certeza, qualquer um deles, muitos deles serão qualificados, por isso a escolha será difícil, mas haverá soluções dentro da casa, que é isso que procuramos”, disse Rita Alarcão Júdice.
A ministra falava no final da cerimónia de assinatura de um protocolo entre a empresa Parques de Sintra e a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) para que reclusos em regime aberto ao exterior dos estabelecimentos prisionais de Sintra e do Linhó possam trabalhar nos parques de Sintra em tarefas de limpeza de matas e florestas, jardinagem, manutenção de espaços verdes e edifícios, entre outras.
Questionada sobre as dúvidas em relação à independência da PJ e dos inquéritos em curso, nomeadamente os que envolvem o primeiro-ministro Luís Montenegro, com a passagem do ex-director nacional desta polícia a ministro da Administração Interna, Rita Alarcão Júdice remeteu para as declarações de Luís Neves na sua tomada de posse e garantiu a independência da PJ.
“O doutor Luís Neves já teve a oportunidade de responder de forma muito clara a essa questão. A Polícia Judiciária sempre foi tutelada pela ministra da Justiça, nunca houve qualquer interferência, nem qualquer intromissão, portanto, não há qualquer intromissão, nunca existiu, nunca existiria e nunca existirá”, disse.
Rita Alarcão Júdice disse que ainda não há “nenhuma decisão tomada” sobre o nome escolhido, e disse que a decisão”, a ser tomada em conjunto com o primeiro-ministro, “será tomada a seu tempo”. “Esperemos que seja a boa decisão e com a tranquilidade que também é preciso, não nos queremos precipitar, queremos tomar uma boa decisão”, afirmou.
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