O Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, vai encerrar ao público a partir da próxima semana, na sequência das obras de requalificação que tiveram início em 2025, financiadas em mais de dois milhões de euros pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Deverá reabrir em Junho, disse esta segunda-feira à agência Lusa a directora do museu, Sandra Saldanha.
Actualmente, o único espaço em funcionamento é o que acolhe uma exposição da Fundação Calouste Gulbenkian, que termina no domingo, “e, portanto, a partir do dia 23, também essa zona do museu vai estar encerrada”, informou Sandra Saldanha.
A instituição sofreu danos provocados pelo mau tempo dos últimos dias, que resultaram na queda ou no deslocamento de várias chapas e telhas. A recuperação está orçamentada em mais de 200 mil euros e deverá ser realizada num período de aproximadamente quatro meses. Os trabalhos, que incidirão nas fachadas, vão ser iniciados “com a maior rapidez possível”, havendo por isso a perspectiva de que “aconteça simultaneamente ao desenvolvimento daquela que já está neste momento em curso”.
Entretanto, à margem de uma visita da ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, ao Museu Nacional Machado de Castro, na manhã desta segunda-feira, Sandra Saldanha foi questionada pelos jornalistas se o museu teria de estar encerrado para as obras, pelo que admitiu que a situação ainda terá de ser analisada, devido a montagem de um andaime.
Sobre a visita da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, ao Museu Nacional Machado de Castro, na manhã desta segunda-feira, Sandra Saldanha afirmou que “aquilo que de mais importante resulta desta visita é a segurança de que não vamos fazer mais um trabalho de cosmética”, mas sim “um trabalho estruturante, que vai ficar para o futuro”.
“Não é uma reparação pontual de consolidação de duas ou três das chapas que caíram no contexto destas tempestades, mas é a consciência de que há aqui um trabalho estrutural que é preciso ser feito”, acrescentou.
Segundo informação disponibilizada no site da Câmara de Coimbra, a requalificação financiada pelo PRR foi consignada em Julho de 2025, e recai na revisão e conservação dos espaços e das instalações técnicas do edifício. O projecto inclui a substituição de pavimentos, renovação de caixilharias e estores, instalação de linhas de vida e passadeiras em coberturas, limpeza e restauro de fachadas e coberturas em pedra, bem como pequenas alterações na cafetaria e nas áreas técnicas, entre outros.
“As chapas de revestimento do edifício não estavam contempladas nessas obras [do PRR] e o problema acelerou-se agora com estes fenómenos climáticos”, disse Sandra Saldanha, referindo que “são intervenções completamente distintas, em espaços completamente diferentes e com equipas também elas diferentes”.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também várias centenas de feridos e desalojados. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afectadas.
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