Que viva Espanha

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Houve um tempo em que, para sobreviver, a espécie humana teve de ser violenta. A fome, o frio, o território e a ameaça exigiam a força bruta como condição de existência. A violência não era uma escolha ética, antes um imperativo da biologia. Mas o que um dia foi imposto pela sobrevivência é agora aquilo que nos pode destruir. Edgar Morin compreendeu como poucos esta inversão: a espécie que sobreviveu porque foi agressiva só sobreviverá se deixar de o ser. Nesse sentido, exercer violência é sempre um ato profundamente reacionário.

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