Ríos tinha duas ideias para embalar o Benfica frente ao Vitória

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Richard Ríos tinha o plano de recuperar uma bola e promover uma oportunidade de golo. Mais tarde, decidiu que esse plano deveria ser repetido. Foi isto que embalou o Benfica neste sábado frente ao Vitória de Guimarães, num triunfo por 3-0 colocado em marcha pela acção do médio colombiano.

Há quem critique Ríos pela incapacidade de acrescentar qualidade técnica com bola, mas o ex-jogador do Palmeiras acrescentou ofensivamente pelo que fez… defensivamente.

Duas bolas recuperadas por acção individual de pressão alta deram dois momentos de finalização bem definidos. Foram dois golos com marca indelével do médio que actuou frente ao Vitória em dupla com Barreiro.

Este triunfo deixa o Benfica provisoriamente no segundo lugar, três pontos acima do Sporting (que tem menos dois jogos) e a quatro do FC Porto.

Pressão

O Vitória entrou neste jogo com um bloco médio-baixo, desenhado num 5x4x1. A ideia era “afunilar” o posicionamento defensivo de forma a tirar ao Benfica o um contra um dos alas, mesmo que isso significasse mais espaço na zona central.

Sudakov, que não era titular há oito jogos, poderia ser o elemento fundamental para explorar essa lacuna, mas isso aconteceu pouco na equipa “encarnada”.

O Benfica chegou ao golo aos 15’ e isso teve impacto claro no jogo. Deu-se por uma acção individual de Ríos, que decidiu “abafar” um adversário num momento em que a equipa nem estava a pressionar em bloco. O médio recuperou a bola, conduziu, perdeu a situação de remate, mas ainda foi a tempo de assistir Prestianni para o 1-0.

Esta recuperação deu-se por acção individual perante a saída curta do Vitória, algo que voltou a acontecer aos 33’ – nesse momento, por recuperação de Bah.

Nesta fase já o Vitória dominava territorialmente a partida, com o Benfica a baixar bastante as linhas e consentir uma posse de bola quase sempre inócua – “quase sempre”, porque houve um bom momento por volta da meia hora, com cruzamento não finalizado.

O Vitória tinha, ainda assim, um controlo quase sempre inofensivo, com circulação fácil – o Benfica pressionava com Pavlidis e Sudakov e o Vitória rodava com os três centrais, com posse em zona defensiva.

Mais Ríos

Era curioso que o jogo se dividiu em dois momentos parecidos: uma equipa inicialmente em processo defensivo, o Vitória, e outra a repetir a dose, o Benfica – mas apenas após o golo.

Faltava ao Vitória maior capacidade de activar os alas, saltando a primeira linha de pressão.

Aos 55’, Ríos decidiu pressionar sozinho novamente. Apertou a recepção do 6 de costas para o jogo e, não tendo conseguido roubar a bola, seguiu o esforço campo fora, para interceptar mais à frente. Conseguiu, dessa forma, assistir Pavlidis para a finalização.

Se o Benfica já estava disposto a entregar a bola ao Vitória, mais ficou depois do 2-0. O jogo continuou num momento relativamente calmo e parco em motivos de interesse.

O 3-0 surgiu pouco depois em nova bola na qual a intensidade dos jogadores do Benfica prevaleceu. Foi Bah a ganhar uma dividida e cruzar para o auto-golo de Beni.

O jogo estava feito e ficou partido até ao final. Controlo global do Benfica e um par de saídas do Vitória que deram transições e entusiasmo não correspondido nas bancadas da Luz – uma delas nos pés de Rafa.

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