
A polícia local da cidade chinesa de Wuhan informou, esta quarta-feira, que uma “falha de sistema” esteve na origem da paragem de diversos robotáxis operados pela Apollo Go, uma empresa controlada pela Baidu. O incidente voltou a colocar na ordem do dia as preocupações em torno da segurança e fiabilidade desta tecnologia, que tem registado um crescimento acelerado no país.
De acordo com o comunicado oficial das autoridades, os primeiros relatos de anomalias surgiram ao final do dia de terça-feira, indicando que inúmeros veículos da Apollo Go se encontravam parados no meio das vias de circulação, incapazes de se moverem. Apesar do transtorno causado, os passageiros conseguiram abandonar as viaturas em segurança e não houve registo de feridos. As causas exactas da avaria continuam sob investigação.
Um agente da polícia de trânsito, num vídeo divulgado pelo órgão de comunicação social The Paper, sediado em Xangai, afirmou que pelo menos 100 veículos foram afectados por esta interrupção de serviço. O mesmo responsável acrescentou que, embora as portas pudessem ser abertas, alguns passageiros hesitaram em sair devido à intensidade do trânsito, tendo solicitado auxílio policial.
A agência Reuters verificou também vídeos publicados no Douyin — a versão chinesa do TikTok — que mostram as viaturas paradas em estradas movimentadas, obstruindo o fluxo rodoviário. A imprensa local avançou ainda que alguns passageiros ficaram retidos no interior dos habitáculos durante quase duas horas. Até ao momento, a Baidu não respondeu aos pedidos de esclarecimento enviados sobre o assunto.
Este episódio motivou novas discussões nas redes sociais chinesas sobre a maturidade e a preparação da tecnologia de condução autónoma. Em Agosto, um robotáxi da mesma marca que transportava um passageiro caiu num buraco de uma obra em Chongqing. Já em Maio, uma viatura operada pela Pony.ai incendiou-se numa estrada em Pequim, embora nenhum destes casos tenha provocado danos pessoais.
Incidentes de grande escala não são exclusivos do mercado asiático. No final do ano passado, um corte de energia generalizado em São Francisco, nos Estados Unidos, também levou à paragem dos robotáxis da Waymo, complicando a circulação rodoviária na cidade norte-americana.
Actualmente, a Baidu posiciona-se como um dos maiores operadores de frotas autónomas na China, a par de rivais como a Pony.ai e a WeRide. Estas companhias têm vindo a implementar serviços comerciais de transporte em regime de robotáxi nas principais metrópoles chinesas e já iniciaram a expansão das operações para mercados internacionais, incluindo o Médio Oriente.
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