Rússia ataca várias regiões ucranianas com mísseis antes do início de negociações

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As forças armadas da Rússia lançaram nesta terça-feira, 17 de Fevereiro, um novo ataque contra várias regiões da Ucrânia, utilizando mais mísseis e drones que o habitual, disse Kiev, horas antes de uma nova ronda de conversações. A força aérea ucraniana disse na plataforma de mensagens Telegram que a Rússia utilizou mísseis de cruzeiro e teve como alvo regiões no norte, centro, sul e oeste da Ucrânia.

Paralelamente, os russos lançaram também vários grupos de drones, num ataque que se prolongou durante a madrugada. A Rússia atacou também a cidade de Odessa, no sul da Ucrânia, causando danos em infra-estruturas não especificadas e num edifício civil, além de ferir duas pessoas.

As autoridades ucranianas ainda não divulgaram informações sobre os danos provocados pelo ataque de mísseis e drones desta terça-feira.

Também nesta terça-feira, o Ministério da Defesa russo disse no Telegram ter destruído mais de 150 drones ucranianos, incluindo 38 sobre a Crimeia, 50 sobre o Mar Negro e 29 sobre o Mar de Azov. “Este foi um dos ataques mais longos dos últimos tempos”, disse Mikhail Razvozhayev, governador de Sebastopol, uma importante cidade portuária da Crimeia, anexada em 2014. “No total, mais de 24 drones foram abatidos” nos arredores de Sebastopol, acrescentou, dando conta de vários feridos, incluindo uma criança.

Na região de Krasnodar (sul da Ucrânia), onde 18 drones foram neutralizados, segundo o Ministério da Defesa, o ataque teve como alvo uma refinaria de petróleo e danificou um tanque de armazenamento de petróleo, informaram os serviços de emergência locais em comunicado. Um incêndio deflagrou na refinaria, abrangendo uma área de aproximadamente 700 metros quadrados, após o ataque de um drone, e 72 bombeiros foram enviados para o local para combater as chamas, segundo a mesma fonte.

A troca de ataques aconteceu horas antes do início de uma uma nova ronda de conversações, na cidade de Genebra, na Suíça, entre negociadores russos, ucranianos e norte-americanos.

O avião que transportava a delegação russa, chefiada pelo conselheiro presidencial Vladimir Medinsky, chegou à cidade suíça às 7h (6h em Lisboa), avançou a agência de notícias oficial russa TASS.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Ryabkov, alertou na segunda-feira que “as questões” que ainda precisam de ser resolvidas são “vastas” e que “ninguém se arriscará a prever” o resultado das discussões. Ryabkov reiterou o desejo de Moscovo de obter não apenas uma pausa nas hostilidades, mas um acordo duradouro que inclua “a resolução das questões que estão na origem deste conflito”.

Trump diz a Kiev que quer acordo rápido

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Ucrânia precisa de chegar a um acordo rápido, enquanto negociadores russos, ucranianos e norte-americanos se preparavam para iniciar nesta terça-feira uma nova ronda de conversações. “A Ucrânia faria bem em sentar-se à mesa das negociações, e rapidamente”, disse o líder norte-americano aos jornalistas a bordo do avião presidencial, na segunda-feira, durante um voo para Washington.

A declaração de Trump surgiu horas antes do início da reunião tripartida, na cidade de Genebra, na Suíça, que poderá discutir a cedência de território ou pelo menos um congelamento das linhas da frente.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de Fevereiro de 2022, alegando, entre outros motivos, que a ambição da Ucrânia de aderir à NATO ameaçava a segurança nacional russa.

Na segunda-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garantiu que não repetirá “os mesmos erros” cedendo território à Rússia e avisou que as ambições do Presidente russo só podem ser travadas com “sanções totais” ao Kremlin. Numa mensagem publicada nas redes sociais, Zelensky considerou que “foram cometidos muitos erros” no passado com a Rússia, sublinhando que não quer ser “o Presidente que repete os erros de antecessores ou outros”. “Não estou a falar apenas da Ucrânia. Estou a falar dos líderes de vários países que permitiram que um país agressor como a Rússia entrasse no seu território”, referiu.

Referindo-se à invasão da Crimeia e de partes do leste da Ucrânia em 2014, bem como a outras crises como a da Geórgia em 2008, Zelensky reiterou o “grande erro” de “permitir que o agressor mantivesse qualquer coisa”. “Foi um grande erro desde o início, a partir de 2014. E mesmo antes disso, durante o ataque e a ocupação de partes da Geórgia. E mesmo antes disso, quando a Chechénia foi ocupada, com destruição total e um milhão de vítimas, entre mortos e feridos”, disse.

O Presidente russo, Vladimir Putin, “não pode ser detido com beijos ou flores”, adiantou Zelensky, numa alusão a uma estratégia de apaziguamento em relação a Moscovo. “Nunca fiz isso, e não acho que seja o caminho certo. O meu conselho a todos é: não façam isso a Putin”, concluiu. Segundo o Presidente ucraniano, novas concessões territoriais são o primeiro passo para que a Rússia reconstrua o seu exército e aumente a sua capacidade de lançar novos ataques.

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