Rússia e Ucrânia fizeram nova troca de prisioneiros de guerra

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A Ucrânia e a Rússia chegaram a acordo para uma troca de 314 prisioneiros de guerra na sequência das negociações mediadas pelos EUA que decorreram esta semana em Abu Dhabi, anunciou o enviado especial da Casa Branca Steve Witkoff. O Ministério da Defesa russo confirmou que a troca de 157 presos de cada lado já aconteceu, incluindo três civis russos.

O dirigente norte-americano, que esteve presente nas conversações esta quinta-feira, sublinhou que esta é a primeira troca de prisioneiros nos últimos cinco meses e elogiou os esforços desenvolvidos pelos dois países durante as negociações.

“Este desfecho foi conseguido através de conversações de paz que foram detalhadas e produtivas”, afirmou Witkoff através da rede social X. “Embora haja ainda trabalho significativo por fazer, passos como este mostram que o processo diplomático sustentado está a produzir resultados tangíveis e a fazer avançar os esforços para acabar com a guerra na Ucrânia”, acrescentou.

A Rússia e a Ucrânia retomaram no final de Janeiro os contactos directos, com envolvimento dos EUA, para negociar os termos de um acordo de paz. Desde o Verão do ano passado, quando delegações dos dois países se reuniram em Istambul, que russos e ucranianos não se sentavam à mesma mesa.

Na quarta-feira à noite, após o primeiro dia de conversações, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tinha antecipado a possibilidade de vir a ser acordada uma nova troca “significativa” de prisioneiros de guerra.

Estas trocas têm sido habituais ao longo dos últimos quatro anos, sendo a dimensão mais palpável de entendimento entre Kiev e Moscovo. Em Maio do ano passado foi organizada uma troca que envolveu mil pessoas, entre as quais centenas de civis.

A última transferência de prisioneiros ocorreu no início de Outubro, quando foram trocados cerca de 200 presos entre os dois países.

Apesar do anúncio, as posições da Rússia e da Ucrânia relativamente às cedências necessárias para alcançar um acordo de paz mantêm-se muito distanciadas. O tema mais sensível neste momento está ligado à divisão territorial do Donbass, a região que Moscovo reivindica e que ocupa parcialmente.

A Rússia exige uma retirada das tropas ucranianas da zona que ainda está sob seu controlo na província de Donetsk, mas a Ucrânia rejeita sair de uma região que nunca esteve sob ocupação russa em quase quatro anos de invasão em larga escala, nem antes durante o conflito com os separatistas apoiados pelo Kremlin.

Para a Ucrânia é crucial também assegurar um acordo com os seus parceiros ocidentais que dê garantias concretas de segurança, de forma a evitar futuras agressões. As autoridades ucranianas acusam o Kremlin de não estar verdadeiramente interessado em pôr fim à invasão em larga escala iniciada há quase quatro anos, por considerar que ainda pode obter uma vitória militar sem necessidade de fazer qualquer concessão.

Moscovo tem insistido nas suas exigências maximalistas, incluindo a anexação do Donbass e de outras duas províncias que ocupa parcialmente (Kherson e Zaporíjjia), e a proibição de adesão da Ucrânia à NATO. O Presidente russo, Vladimir Putin, tem dito estar aberto a negociações, mas admite que se as suas exigências não forem cumpridas irá manter a via armada.

Enquanto as negociações decorrem, a Rússia continua a bombardear alvos civis na Ucrânia, afectando particularmente o sistema de produção e distribuição de electricidade, causando apagões maciços. Numa altura em que as temperaturas podem chegar aos 20 graus negativos durante a noite, milhares de ucranianos têm sofrido com a falta de energia e aquecimento nas suas casas.

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