Secreta interna da Hungria suspeita de tentar hackear partido da oposição

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Mais um dia, mais um escândalo na campanha para as legislativas de 12 de Abril na Hungria: depois de acusações de uma operação secreta para deitar abaixo os sistemas de IT do partido de oposição Tisza, liderado por Peter Magyar, a polícia recebeu ordem para investigar os denunciadores por pornografia infantil e, nesta quarta-feira, um responsável do departamento de cibercrime da polícia de investigação deu nome e cara contando a história.

A história tinha sido revelada pelo site Direkt36, que relatava como uma pessoa anónima tinha tentado recrutar especialistas informáticos do partido Tisza para tentar deitar a baixo toda a sua estrutura informática. Estes dois especialistas mantiveram os contactos para tentarem obter mais informações sobre quem os estava a contactar, e planeavam expor a acção.

No entanto, acabaram ambos por serem alvos de uma operação policial em que eram acusados de gravar imagens de pedofilia, depois de a polícia ter recebido uma denúncia anónima. Os polícias envolvidos na investigação acharam estranho que os dois suspeitos estivessem ligados ao partido Tisza, que o caso tivesse sido acompanhado pela agência de serviços secretos internos que, mesmo antes de a dica chegar ao organismo relevante da polícia de investigação, tinha já contactado a agência pedindo rapidez em relação ao caso, explica o Direkt 36.

Essa agência está sob tutela de Antal Rogán, ministro-adjunto do primeiro-ministro e uma das figuras mais próximas de Orbán. A investigação policial não encontrou imagens de crianças ou indícios de ligação a redes de pedofilia.

Bence Szabó, que chefiava na altura da investigação o departamento de cibercrime da polícia de investigação, apareceu numa entrevista ao Direkt36 confirmando que os agentes da polícia que foram enviados para investigar o caso não só não encontraram quaisquer indícios da suspeita que levou à investigação dos dois homens, como estavam convencidos de que esta era uma operação dos serviços secretos húngaros para entrar nos sistemas informáticos do partido Tisza e chegar mesmo a derrubá-los.

“Não há muitas organizações na Hungria com capacidade para monitorizar as actividades de alguém, de monitorizar os sistemas de IT de alguém”, declarou. Acrescentou que não sabe quem levou a cabo a operação, vê que esta “foi guiada por interesses políticos” — “e acho que isso não está certo”, concluiu.

Szabó, que já tinha pedido o afastamento do cargo depois de falar ao Direkt36 (a entrevista, revelada agora, foi gravada em Fevereiro), foi sujeito a uma busca domiciliária e interrogado sob suspeitas de “abuso de poder” no cargo.

Tisza aumenta vantagem nas sondagens

O partido de Peter Magyar aumentou, entretanto, a sua vantagem sobre o partido de Viktor Orbán numa sondagem divulgada nesta quarta-feira.

A sondagem, do instituto Median para o site hvg.hu, mostrou que o Tisza tem neste momento um apoio de 46%, enquanto o Fidesz tem 30%. Olhando para os eleitores que já decidiram, o partido de Magyar subiu 58% em apoio contra 35% para o de Orbán — uma diferença de 23 pontos percentuais, mais do que os 20% de uma sondagem de Fevereiro.

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