Sem fundos para a Segurança Interna, Trump ameaça mobilizar agentes do ICE para os aeroportos

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O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou neste sábado mobilizar agentes do ICE, a polícia de imigração, para exercer as funções dos trabalhadores da Administração para a Segurança nos Transportes (TSA) nos aeroportos do país. Em causa está a falta de acordo entre republicanos e democratas no Congresso para o financiamento do Departamento de Segurança Interna, que tutela tanto a TSA como o ICE.

Há cerca de um mês que os agentes de segurança aeroportuária, que fiscalizam mais de 2,5 milhões de passageiros por dia, estão sem receber salário devido ao impasse orçamental. Sem dispensa das suas funções apesar do congelamento das verbas, centenas de trabalhadores despediram-se entretanto e um número inquantificável de funcionários tem faltado ao serviço. A falta de pessoal tem gerado longas filas nos aeroportos norte-americanos.

“Vou deslocar os nossos brilhantes e patrióticos agentes do ICE para os aeroportos, onde eles vão fazer segurança como ninguém viu antes”, escreveu neste sábado Donald Trump na rede social Truth Social, acrescentando que a medida avançará já na segunda-feira caso não haja um acordo entre republicanos e democratas em Washington.

Paralelamente, o multimilionário Elon Musk, aliado político intermitente de Trump, disponibilizou-se para “pagar os salários do pessoal da TSA durante este impasse de financiamento”, que disse estar “a afectar negativamente as vidas de tantos americanos nos aeroportos de todo o país”. A oferta foi feita na rede social X, de que é proprietário, e implicaria um gasto semanal de cerca de 40 milhões de dólares. A Casa Branca ainda não reagiu à proposta.

O Departamento de Segurança Interna está sem financiamento desde meados de Fevereiro, num shutdown sectorial, e a mais recente proposta para superar o impasse naufragou na sexta-feira no Senado. A Administração Trump responsabiliza o Partido Democrata, que por seu turno faz depender a sua luz verde ao financiamento do sector da adopção de profundas reformas ao funcionamento da fiscalização da imigração, e sobretudo à conduta do ICE.

A posição de força dos democratas seguiu-se à morte mediatizada de dois manifestantes norte-americanos, Alex Pretti e Renee Good, mortos a tiro em Janeiro por agentes do Departamento de Segurança Interna durante uma vasta ofensiva do ICE na cidade de Mineápolis, no estado do Minnesota.

As duas mortes, bem como as imagens da violência dos agentes e dos protestos da população local, ditaram o afastamento do responsável pela operação, Gregory Bovino, e o eventual fim da missão. Kristi Noem, então secretária de Segurança Interna, acabaria por ser demitida por Trump no início de Março, tanto por suspeitas de irregularidades financeiras e conduta imprópria, bem como pela crescente impopularidade da ofensiva anti-migratória, um entre vários factores que tem penalizado o Presidente e o Partido Republicano nas sondagens, a oito meses de eleições intercalares.

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