Sociedade hiperconectada enfrenta declínio na capacidade de concentração

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A expansão do uso de dispositivos digitais redefiniu rotinas individuais e estruturas organizacionais. A expectativa de resposta imediata consolidou-se em ambientes corporativos e relações interpessoais. A aceleração comunicacional alterou padrões de foco e tomada de decisão.

Levantamentos internacionais indicam crescimento contínuo no tempo médio de conexão diária. A multiplicidade de estímulos simultâneos impacta sistemas cognitivos responsáveis por atenção sustentada e memória de trabalho. Pesquisas publicadas no Journal of Experimental Psychology demonstram que alternância frequente de tarefas reduz desempenho e aumenta a probabilidade de erro.

Especialistas apontam que a exposição prolongada a recompensas digitais estimula liberação recorrente de dopamina. Paralelamente, o aumento de demandas ativa mecanismos fisiológicos relacionados ao estresse. A manutenção desse padrão compromete capacidade de análise prolongada.

No campo social, observa-se redução na qualidade da escuta. Interrupções frequentes dificultam continuidade de diálogo. A empatia depende de estabilidade atencional. Sem foco, a interação se fragmenta.

No setor corporativo, decisões são tomadas sob pressão informacional constante. A confusão entre urgência e prioridade interfere em planejamento estratégico. O relatório Stress in America 2023, da American Psychological Association, identificou correlação entre sobrecarga informacional e prejuízo no julgamento complexo.

A discussão contemporânea desloca o debate da produtividade para a atenção. A eficiência depende de capacidade de aprofundamento. Sem tempo para consolidação de memória e organização interna de dados, o desempenho intelectual tende a oscilar.

Medidas como delimitação de horários para uso de dispositivos, criação de períodos livres de notificações e estímulo a tarefas sequenciais são apontadas como estratégias de mitigação. A preservação da atenção surge como elemento central para qualidade das decisões públicas e privadas.

A transformação digital trouxe ganhos operacionais. Entretanto, a ausência de regulação no uso cotidiano evidencia efeitos colaterais cognitivos. O desafio atual consiste em equilibrar conectividade e integridade mental.

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