Sporting e FC Porto antecipam braço-de-ferro na Taça de Portugal

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Quase dois anos depois do último confronto entre Sporting e FC Porto para a Taça de Portugal, então na última final conquistada pelos portistas, os actuais detentores do troféu recebem, esta terça-feira (20h45, RTP1), o rival da Invicta para a primeira mão da meia-final da prova-rainha.

Uma competição onde os “leões” não perdem precisamente desde esse último “duelo” com o FC Porto, somando 11 triunfos consecutivos, oito dos quais sob o comando técnico de Rui Borges.

Na defesa do título, assegurado há um ano frente ao Benfica, Rui Borges deverá recuperar o “onze” que garantiu um empate (1-1) na recente visita ao Dragão, para a Liga, com Pedro Gonçalves a render Luis Guilherme.

Já Francesco Farioli, que poderá voltar a contar com Martim Fernandes, continua sem dispor de Thiago Silva, que se mantém junto dos ausentes Samu, Luuk de Jong e Nehuén Pérez.

Depois dos dois confrontos directos desta temporada, ambos para o campeonato (triunfo do FC Porto por 1-2, em Lisboa, e empate no Porto), o líder da Liga regressa a Alvalade… Agora para uma competição a eliminar, pormenor que influenciará a abordagem das duas equipas.

Rui Borges sublinha uma inevitável vertente estratégica, assumindo o elogio à qualidade do adversário, a exigir cuidados especiais para evitar “deslizes caros”.

Por seu lado, Farioli retribui, destacando o “inacreditável” trajecto do Sporting de Rui Borges a nível doméstico (Liga e Taça), com 52 jogos e apenas uma derrota, imposta pelo FC Porto, na primeira volta.

Baseado nesses dados e na qualidade “intrínseca” do rival, o treinador italiano do FC Porto espera um Sporting “mais agressivo” perante os seus adeptos, desafiando os “leões” a assumirem uma atitude diferente da apresentada no Dragão, pelo que não espera um Sporting em bloco médio.

Tempo de clássicos

Apesar de o Benfica estar já afastado da competição, esta meia-final não passou ao lado do rival da Luz, adversário seguinte dos “dragões”, para o campeonato.

José Mourinho juntou à questão do penálti do FC Porto-Arouca o tema da classificação virtual. Embora dizendo que não gosta de comentar arbitragens, sobretudo de jogos alheios, Rui Borges admitiu que o árbitro poderia ter ignorado o lance entre Yellu Santiago e Seko Fofana (87’). Polémica que Farioli só compreende à luz de uma aliança típica de momentos como o que os três “grandes vivem”, com o FC Porto a defrontar os dois rivais na mesma semana.

“Estamos numa semana propícia à criação de alguns cenários e, nestes momentos, o FC Porto é muito bom a promover uniões do outro lado. Qual é a cor que resulta da junção de verde e vermelho?”, questionou, em resposta aos rivais de Lisboa, sem esquecer o campeonato virtual.

“Em que posição estamos, nessa Liga? Em primeiro… E também existe um troféu? Então é melhor não despender energias com isso”, concluiu, admitindo poder discutir com André Villas-Boas a melhor forma de vencer o Sporting e Benfica na mesma semana, “proeza” conseguida pela última vez quando o actual presidente era treinador dos “azuis e brancos”, tendo batido o Sporting (3-2) na Liga (já com o título de campeão assegurado, na Luz) e eliminado o Benfica de Jorge Jesus na segunda mão da Taça de Portugal, na Luz, após derrota (0-2) no Dragão.

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