Suspeito de ter ferido general russo em Moscovo detido no Dubai

0
1

Um homem de origem russa, suspeito de ter atirado sobre um militar de alta patente das Forças Armadas da Rússia, o general Vladimir Alekseyev, que acabou ferido com gravidade, foi detido no Dubai e extraditado para a Rússia.

De acordo com o serviço de segurança federal da Rússia (conhecido pela sigla FSB, sucessor do KGB da era soviética), o suspeito é Lyubomir Korba, nascido na região de Ternopil, na então Ucrânia soviética, em 1960. O ataque terá sido encomendado pelos serviços secretos da Ucrânia, alegam – ainda que Kiev já tenha negado qualquer envolvimento no caso.

Os meios de comunicação russos mostraram imagens de agentes do FSB encapuzados a sair de um pequeno jacto com um homem vendado.

Os Emirados Árabes Unidos não deram informações sobre o caso, escreve a Reuters.

Korba não terá agido sozinho. As autoridades russas mencionam dois cúmplices, também cidadãos russos. Um deles, Viktor Vasin, foi detido em Moscovo. O outro, Zinaida Serebritskaya, terá conseguido fugir para a Ucrânia.

O suposto atacante conseguiu ferir Alekseyev no prédio onde vivia, a apenas 12 quilómetros do Kremlin, ao fazer-se passar por um estafeta. O general ferido é uma figura importante na Rússia – esteve envolvido negociações com o mercenário Yevgeny Prigozhin, que liderou o curto motim do grupo Wagner no Verão de 2023 — e o “braço-direito” de Igor Kostyukov, chefe dos serviços secretos militares russos, que liderou a delegação russa nas negociações entre Moscovo e Kiev em Abu Dhabi, onde foi anunciada na quinta-feira uma nova troca de prisioneiros.

É também alvo de sanções norte-americanas, pelo seu alegado envolvimento nos esforços de interferência nas eleições presidenciais de 2016, e europeias, pelo envenenamento do antigo espião russo Sergei Skripal e da sua filha, com um agente neurotóxico, em Salisbury, Reino Unido, em 2018.

Na sexta-feira, pouco depois de se saber do ataque, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, culpou a Ucrânia pela tentativa de assassinato do general, alegando que mostrou que “Zelensky quer prejudicar o processo de paz”, objectivo das negociações desta semana em Abu Dhabi, sem apresentar quaisquer provas credíveis.

Não foi caso único: vários militares têm sido alvos de ataques e até morrido desde o início da guerra na Ucrânia. Desde Dezembro de 2024, três militares da mesma patente de Alekseyev morreram em Moscovo, à porta de casa ou no carro. Alguns destes ataques foram reivindicados pela Ucrânia.

Ao longo dos últimos dias, várias pessoas na Rússia criticaram o facto de Alexeyev poder ser localizado com aparente facilidade e questionaram porque é que um militar de tão alta patente e envolvido na guerra com a Ucrânia não tinha segurança adequada.

O nacionalista Igor Girkin, antigo funcionário do FSB actualmente detido, elogiou o general ferido pela sua energia e coragem, mas descreveu o ataque como um revés: “É um duro golpe para os nossos serviços secretos”, escreveu no Telegram, citado pela Reuters.

Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com