Trump diz que ofensiva no Irão está “quase completa”, mas não anuncia fim da guerra

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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dirigiu-se na madrugada desta quinta-feira aos norte-americanos a partir da Casa Branca para afirmar que os objectivos estratégicos da ofensiva israelo-americana contra o Irão estão “perto de completos”, ficando contudo aquém de uma especulada declaração de vitória ou de um anúncio do fim do conflito.

“Posso dizer esta noite que estamos encaminhados para completar todos os objectivos militares americanos brevemente, muito brevemente”, disse o chefe de Estado.

Ao longo de cerca de 20 minutos, Trump afirmou que os EUA estão a “desmantelar a capacidade do regime [iraniano] de ameaçar a América ou de projectar o seu poder fora das suas fronteiras”, reivindicando a destruição da marinha e força aérea iranianas, bem como do programa de mísseis. “Estes objectivos estratégicos estão perto de completos”, declarou.

A ofensiva prosseguirá, no entanto, por mais “duas a três semanas”, afirmou Trump, e durante esse período os EUA vão bombardear o Irão de forma “extremamente dura”, fazendo recuar o país à “idade da pedra” caso o regime iraniano não aceite um acordo proposto por Washington. Na mira estará infra-estrutura civil, incluindo a rede eléctrica, mas não os poços petrolíferos.

Esta quarta-feira, o regime iraniano voltou a negar a existência de negociações em curso com os EUA e a desmentir que o Presidente Masoud Pezeshkian tenha solicitado um cessar-fogo a Washington, algo alegado por Trump durante o dia.

O discurso desta noite, novamente pautado por contradições, não trouxe assim novidades face ao que o Presidente republicano tem afirmado publicamente nos últimos dias ou escrito na rede social Truth Social. Trump insistiu que os EUA estão próximos de alcançar todos os seus objectivos na guerra, mas deixou cair metas de relevo como a mudança de regime em Teerão. “Nunca foi um objectivo”, alegou, depois de o ter elencado várias vezes ao longo do último mês. Apesar da morte do Guia Supremo Ali Khamenei e de outras figuras de relevo da hierarquia iraniana, como Ali Larajani, o regime de Teerão mantém a sua estrutura institucional em funcionamento ao cabo de um mês de guerra.

Reafirmou que os EUA “obliteraram” a infra-estrutura do programa nuclear iraniano em Junho de 2025, mas voltou a apontar a ameaça atómica para justificar a nova intervenção. O Irão detém neste momento mais de 400 quilos de urânio altamente enriquecido, mas os serviços de inteligência norte-americanos convergem no diagnóstico de que Teerão não estaria necessariamente na iminência de obter uma bomba atómica.

Reconheceu o impacto do bloqueio iraniano de Ormuz no preço da gasolina nos EUA, mas reiterou que a reabertura da via marítima está agora nas mãos dos aliados no Golfo e na Europa porque os americanos “não precisam” do estreito. “Somos totalmente independentes do Médio Oriente. (…) Não precisamos do petróleo deles”, disse. Agradeceu a Israel, Arábia Saudita, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein pelo nome. Crítico dos europeus, não repetiu, contudo, esta noite, a ameaça de uma retirada norte-americana da NATO.

Numa primeira reacção dos mercados, o barril de Brent subiu mais de 4% e as bolsas asiáticas registaram perdas ligeiras. Numa mensagem dirigida ao eleitorado americano, Trump pediu-lhe que encarasse a guerra no Irão como um “investimento” na segurança das futuras gerações.

Segundo dados compilados pela Reuters, o conflito das últimas semanas vitimou mais de 5000 pessoas no Médio Oriente, cerca de 3000 das quais no Irão, onde mais de 200 crianças morreram.

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