Donald Trump, o Presidente norte-americano, reiterou nesta segunda-feira a ameaça de bombardeamento de infra-estruturas civis iranianas, incluindo pontes e centrais eléctricas, acções que podem constituir crimes de guerra, e voltou a afirmar que gostaria de assumir o controlo das reservas petrolíferas do país.
“O país inteiro pode ser derrubado numa noite, e essa noite pode ser amanhã”, afirmou durante uma conferência de imprensa na Casa Branca, ladeado pelo secretário da Defesa, o director da CIA e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, em que saudou e descreveu prolongadamente a bem-sucedida missão de resgate da tripulação do caça F-15 norte-americano abatido na sexta-feira em território iraniano.
Mantém-se em vigor o ultimato apresentado por Washington para a reabertura do estreito de Ormuz, que expira às 20h de terça-feira (hora da costa leste dos EUA, 01h de quarta em Portugal continental), com Trump a rejeitar uma proposta iraniana de dez pontos para o fim da guerra.
“Fizeram uma proposta, e é uma proposta significativa, um passo significativo, mas não basta”, considerou. Durante a tarde, o regime iraniano rejeitou, por seu turno, uma proposta de 45 dias de cessar-fogo apresentada pela mediação paquistanesa.
Apesar das ameaças reiteradas na Casa Branca e das respostas iranianas, a troca de propostas sinaliza que há um canal de negociações aberto, ainda que indirecto, entre Washington e Teerão. “Eles têm estado a negociar, penso eu, de boa-fé”, afirmou Trump esta segunda-feira.
No entanto, a predisposição de ambos os lados é para a continuação do conflito. “Se tivermos de pagar um bocadinho mais por combustíveis durante um par de meses, faremos isso, mas nunca permitiríamos ao Irão ter uma arma nuclear, porque esta bela Casa Branca não ficaria bem-vista”, disse Trump aos jornalistas, aludindo a um entre vários objectivos estratégicos dos norte-americanos nesta guerra que ora surgem, ora saem do discurso da administração republicana, e que permanecem por cumprir.
O Irão continua hoje na posse de urânio altamente enriquecido em quantidade suficiente para fabricar uma dezena de bombas atómicas. De igual modo, o regime teocrático sobreviveu à morte do seu anterior Guia Supremo, Ali Khamenei, e de outras destacadas figuras.
De Teerão, novas mensagens de relevo. Mojtaba Khamenei, o novo Guia Supremo iraniano, disse em comunicado que as suas forças continuariam a lutar em reacção à morte do chefe dos serviços de inteligência dos Guardas da Revolução, Majid Khademi, enquanto esta organização prometeu lançar uma “grande acção retaliatória” já com nome: Operação Vingança Esmagadora. Ao longo do dia, outra ameaça reiterada: o Irão responderá aos ataques contra alvos civis em igual moeda.
Sem sinais suficientemente tranquilizadores da frente política, o preço do petróleo disparou em reacção à conferência de imprensa do Presidente dos EUA, voltando a ultrapassar os 111 dólares por barril de Brent.
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