O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 27 de Fevereiro, que a Administração norte-americana “não está feliz” com a forma como o Irão está a negociar o seu programa nuclear e admitiu a possibilidade de ter de recorrer ao poder militar, no mesmo dia em que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, decretou o Irão como “Estado patrocinador de detenções indevidas”, uma designação criada por Trump em Setembro do ano passado.
“Ainda não tomámos uma decisão final” e o Irão “não pode ter armas nucleares”, disse o Presidente norte-americano aos jornalistas nos jardins da Casa Branca, em Washington, antes de relembrar que os EUA têm a maior capacidade militar do mundo: “Adorávamos não usá-la, mas às vezes tens de fazê-lo.”
“Seria magnífico se eles negociassem de boa-fé e com consciência, mas, até agora, não estão a chegar lá”, acrescentou Donald Trump, em declarações transmitidas pela CBS News.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou nesta sexta-feira que designou o Irão como “Estado patrocinador de detenções injustas”: “Durante décadas, o regime iraniano deteve de forma cruel norte-americanos inocentes e cidadãos de outros países para os usar como instrumento de pressão política. O Irão tem de pôr termo a esta prática abominável e libertar imediatamente todos os norte-americanos injustamente detidos”, declarou Rubio através de uma publicação na rede social X.
Today I designated Iran as a State Sponsor of Wrongful Detention. For decades the Iranian regime has cruelly detained innocent Americans and citizens of other nations to use as political leverage. Iran must end this abhorrent practice and immediately free all unjustly detained…
— Secretary Marco Rubio (@SecRubio) February 27, 2026
“Se o Irão não parar, seremos forçados a considerar medidas adicionais, incluindo uma possível restrição geográfica ao uso de passaportes dos EUA para viajar para, através ou a partir do Irão”, lê-se no comunicado oficial.
A designação, agora aplicada pela primeira vez, foi criada por Trump em Setembro de 2025 para “proteger cidadãos americanos de detenções indevidas no exterior, autorizando respostas contundentes contra governos estrangeiros envolvidos em tais práticas”.
“Nenhum norte‑americano deve viajar para o Irão por qualquer motivo. Reiteramos o nosso apelo para que os norte‑americanos que estão actualmente no Irão saiam imediatamente”, acrescenta o Departamento de Estado dos EUA no mesmo comunicado.
Também Itália instou nesta sexta-feira os seus cidadãos no Irão a abandonar o país e a aumentar as precauções em toda a região do Médio Oriente, tal como fez a Finlândia, perante “possíveis novas acções militares” dos Estados Unidos, nota a agência Lusa.
Contactado pela Lusa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português remeteu eventuais recomendações para estes destinos para um aviso sobre o Irão datado de 15 de Janeiro e outro de 19 de Fevereiro sobre Israel, divulgados no Portal das Comunidades.
“A paz está ao nosso alcance”
Após as delegações do Irão e dos Estados Unidos terem estado na quinta-feira em negociações indirectas sobre o programa nuclear iraniano, em Genebra, o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e o mediador das negociações de Omã, Sayyid Badr bin Hamad Al Busaidi, reuniram-se nesta sexta-feira para discutir os “progressos” nas conversações.
Al Busaidi, ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã anunciou ter partilhado com Vance pormenores das negociações em curso, bem como os progressos alcançados até ao momento: “Estou grato pelo seu empenho e espero avanços adicionais e decisivos nos próximos dias. A paz está ao nosso alcance”, escreveu numa publicação partilhada no X.
J.D. Vance tinha já avançado que não afastava um cenário em que Donald Trump decida levar a cabo um ataque contra o Irão. “Penso que todos preferimos a opção diplomática”, disse, afirmando ainda que qualquer intervenção dos Estados Unidos não irá transformar-se numa guerra prolongada na região.
As negociações entre Estados Unidos e Irão deverão ser retomadas na próxima segunda-feira, 2 de Março, em Viena, na Áustria.
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