Trump ordena que agências federais parem de usar tecnologia da Anthropic

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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta sexta-feira que deu instruções a todas as agências federais para suspenderem imediatamente a utilização da tecnologia da Anthropic, acrescentando que haverá um período de eliminação faseada de seis meses.

“Os lunáticos de esquerda da Anthropic cometeram um erro desastroso ao tentar coagir o Departamento de Guerra e obrigá-lo a obedecer aos seus Termos de Serviço em vez da nossa Constituição”, escreveu Trump numa publicação na sua rede social Truth Social, usando o nome preferido da administração para o Departamento de Defesa. “O egoísmo deles está a colocar vidas americanas em risco, a pôr as nossas tropas em perigo e a colocar a nossa segurança nacional em perigo.”

“Estou a instruir todas as agências federais do Governo dos Estados Unidos a cessarem imediatamente toda a utilização da tecnologia da Anthropic. Não precisamos dela, não a queremos e não voltaremos a fazer negócios com eles!”, declarou Trump.

A directiva de Trump surge no contexto de uma disputa entre o Pentágono e a empresa de inteligência artificial (IA) Anthropic relativamente a preocupações sobre a forma como os militares poderão utilizar a IA em contexto de guerra.

O Pentágono está em rota de colisão com a Anthropic há semanas devido à posição da empresa, que se recusa a eliminar restrições ao uso militar dos seus modelos de inteligência artificial. O Departamento de Defesa exige que as ferramentas possam ser utilizadas para “todos os fins legais”, incluindo desenvolvimento de armas e operações no campo de batalha, mas a empresa mantém limites claros quanto a aplicações como vigilância doméstica em massa ou sistemas de armas totalmente autónomas.

A disputa agravou-se na terça-feira após um ultimato do secretário da Defesa, Pete Hegseth, que exigiu que a empresa autorizasse o uso total do seu modelo de IA pelas forças armadas até esta sexta-feira às 17h, sob risco de ser excluída dos contratos militares.

Na quinta-feira à noite, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, anunciou publicamente, em comunicado, que não cederia às exigências do Pentágono.

Antes do prazo de sexta-feira, autoridades de defesa indicaram que ponderavam classificar a Anthropic como um “risco para a cadeia de fornecimento”. Esta designação — normalmente aplicada a empresas chinesas e russas — poderia impedi-la de fazer negócios com o governo e com empresas que trabalham com agências federais.

As autoridades também ameaçaram invocar a Lei de Produção de Defesa para obrigar a Anthropic a fornecer acesso ao Claude, o chatbot de IA da empresa. Especialistas citados pela Reuters disseram que não estava claro se aquela lei, normalmente usada para assegurar fornecimentos em emergências, poderia ser aplicada a um sistema de IA.

A decisão abre caminho a uma possível batalha judicial e expõe a tensão crescente entre o Governo norte-americano e empresas de IA sobre os limites éticos do uso militar desta tecnologia.

“É bom que a Anthropic se ponha na ordem e coopere durante esta fase de transição, ou eu irei usar todo o poder da presidência para os obrigar a cumprir, com graves consequências civis e criminais a seguir”, escreveu ainda Trump.

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