A Pershing Square Capital Management, empresa de investimentos liderada por Bill Ackman, apresentou nesta terça-feira uma proposta não vinculativa, em dinheiro e acções, para adquirir o Universal Music Group (UMG), por cerca de 55 mil milhões de euros.
A proposta de transacção apresentada ao conselho de administração da editora discográfica prevê a fusão do UMG com a Pershing Square SPARC Holdings, tornando a nova sociedade combinada (Nova UMG) numa corporação com sede em Nevada (EUA), em vez de Hilversum (Países Baixos), e cotada na Bolsa de Valores de Nova Iorque.
A Universal Music é a maior empresa do ramo musical do mundo e representa artistas como Taylor Swift, Elton John, Drake, Rosalía, Kendrick Lamar, Adele, Harry Styles e Bad Bunny, entre dezenas de outros músicos.
Os accionistas do UMG receberão um total de 9,4 mil milhões de euros em dinheiro, o que equivaleria a 5,05 euros por acção, além de 0,77 acções da Nova UMG por cada acção da UMG que possuam.
Desta forma, supondo que todos os accionistas optem por receber acções da Nova UMG, a contrapartida proporcional implicaria um valor de 30,40 euros por cada acção existente do UMG, com um prémio de 78% sobre o preço no fecho da sessão do passado dia 2 de Abril, elevando assim para cerca de 55.700 milhões o montante da transacção.
“O preço das acções do UMG estagnou devido a uma série de problemas alheios ao desempenho do seu negócio musical e, mais importante ainda, todos eles podem ser resolvidos com esta transacção”, afirmou o presidente executivo (CEO) da Pershing Square, Bill Ackman.
Neste sentido, o fundo norte-americano considerou que o fraco desempenho das acções do UMG se deve principalmente à incerteza sobre a participação de 18% do Grupo Bolloré na empresa, assim como ao adiamento da entrada do UMG na bolsa dos Estados Unidos ou à subutilização do balanço do UMG, o que provocou uma menor rendibilidade sobre o capital.
Na semana passada, o UMG anunciou a intenção de levar a cabo um programa de recompra de acções no valor de 500 milhões de euros, o primeiro da empresa desde a sua entrada na bolsa em Setembro de 2021. As acções do UMG, cotadas na Bolsa de Amesterdão, subiram hoje quase 11%, embora ainda registem uma queda anual superior a 13%.
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