Vieira da Silva em Macau, antológica de Arpad e outro casal de artistas no Jardim das Amoreiras

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A Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva (FASVS), em Lisboa, vai organizar uma grande exposição antológica dedicada a Arpad Szenes, com o objectivo de apresentar a obra do pintor às gerações mais novas, que a instituição lisboeta espera poder ter circulação internacional, revelou a instituição na terça-feira. A exposição sobre Arpad, o pintor de origem húngara com quem Vieira da Silva casou em 1930 em Paris, chegará à fundação lisboeta do Jardim das Amoreiras em Setembro.

Em Novembro, já fora de portas, depois das exposições realizadas no Guggenheim em Veneza e em Bilbau, será a vez de Maria Helena Vieira da Silva ser objecto de uma grande exposição no Museu de Arte de Macau (MAM) – onde acabou de inaugurar a primeira retrospectiva na Ásia dedicada a Helena Almeida (1934-2018). A exposição vai dialogar com outra mostra que, na mesma altura, apresenta o trabalho da artista chinesa modernista Pan Yuliang, explorando o percurso artístico paralelo, mas muito diverso, entre a artista luso-francesa e Pan Yuliang, nomeadamente a ligação de ambas a Paris, numa colaboração entre a FASVS, o MAM e o Museu de Anhui (Hefei, China), naquilo que será o momento mais importante de internacionalização do museu em 2026. O que une as duas exposições, diz o director Nuno Faria, é uma cronologia comparada que explora a vivência artística na cidade de Paris.

O primeiro ciclo expositivo da FASVS começará já na próxima semana, a 10 de Fevereiro, explorando a relação de dois casais, ao lado de uma mostra dedicada à obra dos dois artistas fundadores, Helena e Arpad, com núcleos da colecção, o museu mostrará o trabalho e as cumplicidades do escultor Rui Sanches e da ceramista Teresa Pavão Segurado. A exposição, intitulada Ensaios em Imobilidade e Movimento Secreto, apresenta 14 obras escultóricas de parede que fundem estruturas em madeira e peças em cerâmica, dois dos materiais de eleição dos artistas. “São dois artistas que têm esta feliz coincidência – como a Vieira da Silva e o Arpad Szenes – de serem um casal, Rui Sanches dedicado à escultura e ao desenho, e Teresa Pavão à cerâmica e ao têxtil”, apontou Nuno Faria à Lusa, salientando que, segundo os artistas convidados, “esta parceria a quatro mãos será irrepetível”. É uma colaboração inédita, salienta Nuno Faria ao PÚBLICO, de dois artistas que nunca tinham trabalhado juntos.

Na mesma altura, serão apresentadas outras duas exposições individuais com o trabalho dos escultores Frida Baranek (Rio de Janeiro, 1961) e Vasco Futscher (Lisboa, 1987), dois artistas que trabalham com o vidro e a cerâmica, entre outros materiais.

Em Maio, num segundo ciclo expositivo será a vez do casal Vieira da Silva e Arpad Szenes dialogar com o trabalho de Lourdes Castro, que acolheram a jovem artista em Paris e com ela desenvolveram uma relação de amizade que durou até à morte de Vieira em 1992. A exposição desenvolve-se à volta de um conjunto de desenhos de Lourdes Castro da década de 50, numa colaboração com o Museu de Arte Contemporânea da Madeira (Mudas). Na mesma altura, as pinturas recentes de João Paulo Feliciano estarão também em diálogo com a obra de Vieira, que influenciou o artista no início do seu percurso. Finalmente, a FVSAS organizará ainda uma exposição com o trabalho da dupla artística Mariana Caló e Francisco Queimadela, composta por instalações com projecções de luz sobre tecidos de seda. Ao mesmo tempo, será também mostrado o trabalho de Carlos Noronha Feio, que vai apresentar um projecto a partir do espólio do museu dedicado a Vieira da Silva e Arpad Szenes.

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