Warner Bros. chega finalmente a um acordo multimilionário com a Paramount

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A Warner Bros. Discovery aceitou, num acordo de 110 mil milhões de dólares (cerca de 93 mil milhões de euros) assinado esta sexta-feira, ser adquirida pela Paramount Skydance, segundo um excerto áudio de uma reunião global da empresa ao qual a agência Reuters teve acesso.

“A Netflix tinha o direito legal de igualar a oferta da Paramount. Como todos sabem, acabaram por decidir não o fazer. Isto resultou num acordo assinado com a Paramount esta manhã”, disse no encontro o director de receitas e de estratégia da Warner Bros., Bruce Campbell. A Paramount e a Warner Bros. ainda não responderam aos pedidos de declarações por parte da Reuters.

O acordo põe fim a uma disputa renhida, depois de a Netflix se ter recusado a igualar a última oferta da Paramount, que se fixa nos 31 dólares por cada acção da Warner Bros. Discovery. A Netflix oferecia 27,75 dólares por acção, em troca pela aquisição do estúdio e dos canais do histórico grupo de cinema e televisão.

As acções da Paramount subiram 24%, enquanto as da Netflix registaram uma subida de 13%, tendo os investidores aplaudido a decisão do tubarão do streaming de desistir da disputa pela Warner Bros. Discovery. No que toca às leis da concorrência, a Paramount não deverá ter dificuldade em obter a aprovação necessária da União Europeia para avançar com o negócio, dizem especialistas ouvidos pela Reuters. Quaisquer decisões de desinvestimento que possam vir a ter de ser tomadas pela empresa, acrescentam ainda os mesmos especialistas, deverão ser mínimas.

Dito isto, a fusão chamou a atenção do procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, que afirmou que este estado norte-americano está a investigar o acordo e que a sua análise será “rigorosa”.

O acordo, que inclui à volta de 29 mil milhões de dólares (quase 25 mil milhões de euros) em dívida, está entre as maiores reformulações alguma vez vistas no sector dos media e do entretenimento em Hollywood. Esta fusão criará um dos maiores estúdios de cinema do mundo, conferindo à Paramount a possibilidade de explorar o vasto espólio de propriedade intelectual da Warner, que inclui sagas como Monstros Fantásticos e Matrix.

A Paramount também poderá, com o negócio, reforçar os seus esforços no streaming, estando a ser estudada uma possível combinação da HBO Max com a Paramount+, o que permitiria à empresa ganhar quota de mercado e competir com a Netflix. A Paramount estava a tentar firmar este acordo com a Warner desde o final do ano passado, quando lançou uma campanha hostil para “roubar” a empresa das mãos da Netflix, aumentando consistentemente a sua oferta.

Na sua proposta final, a Paramount, liderada por David Ellison (filho do bilionário Larry, que foi um dos maiores doadores da campanha de reeleição de Donald Trump), aumentou dos 5,8 mil milhões de dólares (4,9 mil milhões de euros) para os sete mil milhões de dólares (5,9 mil milhões de euros) a multa rescisória que terá de pagar caso o acordo não obtenha as aprovações regulatórias necessárias.

A Paramount, segundo informou a Netflix, pagou, esta sexta-feira, a multa de rescisão, fixada nos 2,8 mil milhões de dólares, que a Warner Bros. devia ao líder do streaming audiovisual.

O investidor Ancora Holdings, que detém na Warner uma participação de cerca de 200 milhões de dólares (168,7 milhões de euros), tinha, em tempos recentes, aumentado a pressão sobre a detentora da marca HBO para se relacionar mais com a Paramount.

No campo legislativo, eleitos republicanos e democratas já manifestaram preocupação com o facto de que qualquer acordo para adquirir a Warner Bros. poderá resultar em menos opções para os consumidores e em preços mais elevados.

Os exibidores de cinema temem também que a fusão dos grandes estúdios de Hollywood possa resultar na perda de postos de trabalho e na redução do número de filmes estreados em sala.

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