O WhatsApp anunciou nesta quarta-feira que está a implementar uma funcionalidade que permitirá aos pais gerir as contas dos filhos na app. A novidade permitirá aos responsáveis parentais configurar e controlar a experiência dos menores na aplicação de mensagens, numa altura em que aumentam as preocupações com o impacto das redes sociais nas crianças.
Estas contas permitirão limitar a utilização do serviço de mensagens e chamadas e darão aos pais maior controlo sobre os contactos e interacções dos menores no Whatsapp, explicou a empresa numa publicação no seu blogue oficial.
Para configurar a funcionalidade, o responsável parental terá de ter o seu próprio telemóvel e o dispositivo da criança lado a lado, para associar as contas. Depois de concluído o processo, os pais poderão decidir quem pode contactar a conta e a que grupos a criança se pode juntar.
“As contas geridas por um responsável parental estão disponíveis para utilizadores com menos de 13 anos (ou a idade mínima exigida no seu país ou região para utilizar o WhatsApp) e devem ser configuradas por um responsável parental com 18 anos ou mais”, lê-se numa nota no site oficial da aplicação.
Além disso, os pais poderão rever pedidos de mensagens de contactos desconhecidos e gerir as definições de privacidade da conta. Estas opções serão protegidas por um PIN, que os adultos poderão utilizar para alterar as definições.
A empresa garante que as conversas continuarão protegidas por encriptação ponto a ponto. As contas geridas por responsáveis parentais começarão a ser disponibilizadas gradualmente nos próximos meses.
Em vários países cresce o debate sobre o uso de redes sociais por menores. A Austrália tornou-se no ano passado no primeiro país a introduzir uma proibição das redes sociais para menores de 16 anos. Outros países, incluindo o Reino Unido, França e Espanha também têm desde então ponderado proibir o uso de redes sociais para determinados grupos etários.
Em Portugal, o Parlamento aprovou no mês passado o projecto de lei do PSD que prevê restrições ao uso de redes sociais por menores de 16 anos, entre argumentos sobre a necessidade de “regular” para “proteger as crianças” dos perigos que o mundo digital.
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