25 de Abril no Parlamento: Entre críticas ao pacote laboral e defesa da “moderação”

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Na sessão solene do 52.º aniversário do 25 de Abril, as intervenções dos dez partidos com assento parlamentar ficaram marcadas pela condenação do populismo e pelo apelo à derrota do pacote laboral. Numa denúncia da esquerda “preconceituosa” e da direita “radicalizada”, Hugo Soares defendeu a “moderação”. “O democrata inteiro é o moderado, que não polariza, não divide, antes junta”, afirmou o social-democrata. André Ventura centrou o discurso na comunidade emigrante e criticou a “festas com cravos”. O secretário-geral do PS, por sua vez, deixou um alerta para as “desigualdades que persistem e se agravam” no país e condenou o “destratamento dos imigrantes”. 

Pela Iniciativa Liberal, Mariana Leitão subiu à tribuna para lembrar que “há 52 anos, o país despertou entusiasmado com uma esperança que se concretizou mais tarde”. No entanto, “Abril não se fez para que nada mudasse”, atirou a líder da IL. Rui Tavares, do Livre, aproveitou para deixar uma crítica ao executivo que, “depois de anos a adiar o Centro Interpretativo do 25 de Abril”, decidiu “deslocá-lo para a Pontinha”. Por sua vez, o deputado comunista Alfredo Maia reforçou a crítica ao “pacote laboral com que o patronato, o Governo e a direita que o servem pretendem esmagar os direitos dos trabalhadores”. 

 “Abril não tem donos”, defendeu João Almeida, deputado do CDS, antes de apelar ao fim de “amarras a políticas de esquerda”. Inês Sousa Real alertou para o perigo de novas formas de violência, como “a violência da palavra”, e Fabian Figueiredo apontou as últimas cinco décadas como “a época área da nossa história colectiva”. O deputado único do Juntos Pelo Povo (JPP), Filipe Sousa, denunciou os “discursos de ódio disfarçados de opinião tentam dividir aquilo que Abril uniu”.

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