Artesãos da Grã-Bretanha, Alemanha e França confeccionam as novas cortinas da Royal Opera House

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Num estúdio no interior do Palácio de Hampton Court, em Londres, a bordadeira Marg Dier costura cuidadosamente folhagens em tecido em torno do monograma do Rei Carlos III. A insígnia dourada brilhante irá adornar um novo par de cortinas de palco que irão abrir e fechar as apresentações na Royal Opera House de Londres.

Os seus pontos são pequenos e têm de ser muito firmes. “Vai estar a subir e a descer na Ópera”, justifica Dier, bordadeira sénior no Estúdio de Bordados da Royal School of Needlework, cujos clientes incluem a realeza e casas de moda.

O Royal Ballet e a Ópera encomendaram um novo conjunto de cortinas de palco para substituir as que ostentavam o monograma da falecida mãe de Carlos, a rainha Isabel II, que estiveram penduradas no recinto no centro de Londres durante 27 anos, dando início a mais de 10.000 espectáculos.

As novas cortinas são, mais uma vez, fruto de uma colaboração entre a Royal School of Needlework — cuja equipa está a bordar a decoração dos cantos que representa o monograma — as iniciais “C” e “R”, o número “III” em algarismos romanos e a coroa Tudor —, e a Gerriets, especialista alemã em equipamento de palco, que está a confeccionar as cortinas de um vermelho intenso.

Parte do trabalho é bordado digital à máquina, mas há também enfeites feitos à mão, particularmente na coroa, incluindo jóias coloridas, uma arminho e um gorro de veludo vermelho com pregas. Uma vez concluído, o bordado segue para a oficina de costura da Gerriets, em Volgelsheim, na fronteira franco-alemã. Lá, as costureiras aplicam o monograma nos cantos das cortinas, feitas de veludo de angorá. Estas são compostas por duas partes, cada uma com 9,75 metros de largura e 10,8 metros de altura.

“O modelo da cortina é do tipo com abertura em guirlanda”, descreve Andreas Fraemke, gestor de projectos sénior na Gerriets. “É feita de quatro camadas… (com) três camadas de forro. Isto serve para proteger a cortina pela parte de trás e também para isolamento acústico entre o público e o palco.”

As cortinas serão reveladas na Gala da Primavera, a 14 de Maio. “É uma cortina famosa, uma ópera famosa e, por isso, estamos muito orgulhosos… de fazer algo assim”, declarou Fraemke, referindo-se a este como um projecto verdadeiramente europeu.

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