A junta militar no poder no Mali decretou um recolher obrigatório imediato de 72 horas em todo o distrito de Bamaco – a capital do país – após uma série de ataques reivindicados por fundamentalistas islâmicos.
De acordo com um comunicado oficial, a decisão foi tomada pelo governador do distrito de Bamaco, Abdoulaye Coulibaly, que citou “necessidades de ordem pública”, nomeadamente “proteger os cidadãos e facilitar as operações de segurança”.
A medida estabelece uma proibição total de circulação entre as 21h e as 6h (hora local) por um período inicial de 72 horas, que poderá ser prolongado “dependendo da evolução da situação”.
O recolher obrigatório, que entrou em vigor imediatamente após ter sido anunciado, aplica-se a todo o território do distrito que rodeia a capital do Mali.
No sábado, os fundamentalistas do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), afiliado à Al-Qaeda, reivindicaram ataques lançados por homens armados contra vários pontos de Bamaco e outras cidades do país.
O JNIM, que combate há anos os militares no poder em Bamaco, assumiu a “responsabilidade” pelos ataques à “sede do Presidente maliano Assimi Goïta”, à “sede do ministro da Defesa Sadio Camara”, ao “aeroporto internacional” da capital e a “instalações militares na cidade de Kati”, vizinha de Bamaco.
Em comunicado, o grupo afirmou ainda ter tomado a cidade de Kidal, no Norte do país, “após uma operação bem-sucedida contra o Exército maliano e os mercenários do corpo russo, com a participação” da Frente de Libertação do Azawad, a rebelião tuaregue maliana.
O exército maliano afirmou que “grupos terroristas armados” atacaram instalações militares e outras posições na capital, garantindo mais tarde que a situação estava sob controlo.
Na capital e arredores, incluindo o aeroporto internacional de Modibo Keïta e a cidade militar de Kati, registaram-se tiroteios, explosões e presença de helicópteros militares, levando a alertas de segurança da embaixada dos Estados Unidos.
Também foram reportados confrontos noutras cidades do Centro e Norte do país, como Gao, Kidal, Mopti e Sévaré, com relatos de mortos e movimentos de combatentes.
Os combates prosseguiram ao longo do dia de sábado nas imediações de Bamaco e noutras cidades estratégicas do país, entre o Exército maliano e “grupos terroristas” envolvidos em ataques simultâneos, segundo fontes militares e observadores locais.
As forças armadas malianas afirmaram ter repelido vários ataques e garantiram que a situação está “sob controlo”, embora helicópteros militares continuassem a operar na periferia da capital, onde várias zonas estratégicas foram encerradas.
O Mali, governado por uma junta militar, enfrenta há mais de uma década conflitos com fundamentalistas islâmicos separatistas, mas esta é considerada uma das maiores ofensivas dos últimos anos.
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