Juros dos Certificados de Aforro a subscrever em Maio aproximam-se dos 2,2%

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Pretende aplicar poupanças em Certificados de Aforro (CA)? Vale a pena esperar alguns dias e fazê-lo apenas em Maio, uma vez que a remuneração deste produto vai melhorar no próximo mês para 2,195% ilíquidos, quase 2,2%. Esta melhoria, face aos 2,138% aplicados no corrente mês de Abril, fica a dever-se às recentes subidas da Euribor a três meses.

A taxa de 2,195% aplica-se às novas subscrições na série F (a única que está activa) a realizar em Maio, mas também às revisões trimestrais de juros que venham a ocorrer no próximo mês. À taxa base são somados ainda prémios de permanência, atribuídos em função do tempo de manutenção das aplicações.

A taxa base de rentabilidade dos CA é calculada a partir dos valores mensais da Euribor a três meses determinada no antepenúltimo dia útil do mês, e com a média dos valores verificados nos dez dias úteis anteriores. Ou seja, com os últimos dez valores até esta segunda-feira, 27 de Abril, inclusive.

As taxas Euribor têm subido, em especial depois do conflito no Irão, desencadeado pelos Estados Unidos e por Israel, que tem gerado um forte aumento nos preços da energia, e de outros produtos em geral, o que pode obrigar o Banco Central Europeu a subir as suas taxas directoras mais cedo do que o esperado.

A rentabilidade do produto de poupança dos Estado, que tem capital garantido, supera a taxa média dos depósitos, que em Fevereiro (último mês para que há dados) ficou em 1,37%, uma das mais baixas da zona euro.

Os CA, pela facilidade de mobilização, podem servir como uma poupança para situações de emergência, como o pagamento de despesas durante seis meses, conforme aconselham os especialistas, para acautelar situações de desemprego, saúde ou outras. Este produto não tem qualquer custo de subscrição, manutenção ou resgate, e as aplicações podem ser de pequenos montantes (mínimo de cem euros iniciais e dez euros por cada nova aplicação).

É possível aplicar mais dinheiro

O montante máximo a aplicar em CA foi alargado. Relativamente à série F, a única que aceita novas subscrições, o limite a aplicar passou de 100 mil euros para 250 mil euros, de acordo com um despacho do ministro das Finanças, publicado na última sexta-feira, em Diário da República.

Para quem tem subscrições da série anterior, a D (que já não aceita novas aplicações), e pretende reforçar na série F, o montante também foi aumentando, passando o acumulado nas duas séries de 250 mil euros para 500 mil euros.

Este último reforço é particularmente importante para quem tem subscrições da série D, que vencem 10 anos após a data de subscrição, que assim as pode reaplicar na série F, juntamente com novas poupanças.

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