Oposição acusa Governo de fazer propaganda com PTRR e ser incapaz de executar planos

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O PTRR, apresentado nesta terça-feira pelo primeiro-ministro, não convenceu a oposição, que acusou o Governo de propaganda e de ser incapaz de executar os planos que divulga. PS, PCP, Bloco de Esquerda e Chega criticaram o que chamam de exercício de marketing do executivo, enquanto a Iniciativa Liberal e o Livre discordaram sobre a criação de uma agência para apoiar a execução do plano.

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, transmitidas pela RTP Notícias, Eurico Brilhante Dias, líder parlamentar do PS, atirou contra a “nova operação de marketing” do executivo, que “no essencial empacotou de forma diferente muitas das coisas que já eram conhecidas”. Sendo que, apontou, “o problema central deste Governo continua a ser executar”. “Este Governo é incapaz de executar os planos que apresenta”, insistiu o socialista. “Não basta apresentar os planos, é preciso executar”, frisou.

Do lado do Chega, André Ventura também acusou o executivo de fazer propaganda. “Este programa consegue essa coisa extraordinária, consegue ser um conjunto vasto de operações, de anúncios, de marketing, que não se diferencia muito dos planos extraordinários que tivemos para a saúde em 60 dias, dos planos que eram apresentados pelo Partido Socialista para lutar contra as várias calamidades, sem nenhuma concretização evidente”, disse o líder do Chega, assinalando que o Governo “não conseguiu, neste plano, definir sequer as prioridades que deviam ser atacadas no imediato”.

À esquerda, Alfredo Maia, deputado do PCP, também descreveu o plano como “um mero exercício de propaganda” e argumentou que o “Governo não tem uma resposta verdadeiramente estruturada para o problema e, pelo contrário, está a adiar para 2034 medidas que já deviam estar a ser tomadas”.

Fabian Figueiredo, deputado único do Bloco de Esquerda, considerou que o valor de 22,6 mil milhões de euros anunciado pelo Governo corre o “risco de ser só mais um número de propaganda e não se tratar de facto da cabimentação orçamental que o país precisa para reconstruir as regiões afectadas”.

Pela Iniciativa Liberal, Mariana Leitão criticou a apresentação feita num “evento cheio de pompa e circunstância” – realizado no Pavilhão de Portugal, em Lisboa –, quando, nas zonas afectadas, ainda há pessoas à espera de “retomar a sua vida”. E concluiu: este é um “Governo desfasado da realidade” e está “muitíssimo longe de ir ao encontro daquilo que os portugueses precisam”. O PTRR, “sem qualquer visão de futuro” ou “estratégia”, é um conjunto de “medidas avulso”, apontou Leitão, lamentando a criação de mais uma agência.

Em sentido contrário, Patrícia Gonçalves, deputada do Livre, elogiou o Governo por ter “entendido que é necessário criar uma agência e não apenas estar só a confiar numa unidade de missão para gerir 22,6 mil milhões de euros durante oito anos”. Mas prometeu que o partido estará “vigilante” em relação à execução do plano. com Lusa

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