A Organização Não Governamental (ONG) Animal participou ao Ministério Público a morte de um tubarão-mako, com cerca de três metros de comprimento, no porto de Rabo de Peixe, nos Açores, anunciou a organização.
A Animal refere, numa nota publicada nas redes sociais, que tomou conhecimento deste caso “através de imagens muitos chocantes e que mostram um tubarão a ser espancado até à morte na localidade de Rabo de Peixe, na ilha de São Miguel”. A ONG diz que enviou ofícios à GNR, Secretaria Regional do Mar e das Pescas, Inspecção Regional das Pescas e Câmara Municipal da Ribeira Grande, “exigindo o apuramento rigoroso dos factos, a identificação dos responsáveis e a sua responsabilização”.
“O caso foi igualmente participado ao Ministério Público. A Animal acompanhará este caso e espera que a gravidade dos factos tenha consequências legais efectivas”, acrescenta.
O PAN/Açores já tinha manifestado na quinta-feira o seu repúdio pela “violenta morte” de um tubarão no porto de pescas da freguesia de Rabo Peixe, na ilha de São Miguel, que afirma ter sido transmitida em directo através de um vídeo.
Espécie em perigo de extinção
A força política referiu, na altura, que “elementos do partido visualizaram um vídeo, amplamente divulgado nas redes sociais”, tendo “formulado a denúncia às entidades competentes”.
O partido adianta que, “no vídeo, divulgado em directo na rede social Facebook, podem ver-se várias crianças a assistir à violenta morte do animal”. E admite que possa estar em causa “não só a prática de ilícito contra-ordenacional, como também a prática de crime, sobretudo se considerada a espécie em causa e que está classificada como estando em perigo de extinção na lista vermelha da IUCN” (União Internacional para Conservação da Natureza).
“É inarrável a violência das imagens. Ficamos severamente preocupados com a violência demonstrada no vídeo e com a total indiferença de quem a ela assiste, divulga e pratica, enquanto o animal, ainda vivo, se contorce em total agonia, não só pelo espancamento de que é alvo, como por estar a sufocar. Este vídeo alerta-nos para a necessidade de ter empatia com os animais que também vivem na água”, refere. “No vídeo, é possível ver o animal, com cerca de três metros de comprimento, ainda vivo, a ser retirado da água com recurso a uma corda atada à barbatana caudal e a ser alvo de pauladas por dois homens, enquanto era arrastado pelas rochas do porto de pescas”, disse a força política em nota de imprensa.
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