Forças israelitas destroem parte de convento católico no sul do Líbano

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As forças israelitas destruíram parte de um convento católico no sul do Líbano, situado na aldeia de Yaroun, perto da fronteira, na sexta-feira. A destruição parcial do convento foi confirmada por fontes católicas e por forças israelitas no sábado.

A superiora-geral das Irmãs da Ordem Basiliana do Santíssimo Salvador, Gladys Sabbagh, afirmou à Associated Press que ouviu que foram usados bulldozers para levar a cabo a destruição do local religioso, acrescentando que o complexo incluía uma escola e uma clínica, que não estavam a funcionar na altura. Pelo menos duas freiras viviam no local habitualmente, mas já o tinham abandonado desde o início do conflito.

As forças israelitas também confirmam a destruição, embora sublinhem que foi parcial e que não foram usados bulldozers. Num comunicado, afirmam que o edifício não tinha marcas religiosas exteriores e que a sua destruição foi uma tentativa de desmantelar a infra-estrutura usada pelo Hezbollah. De acordo com o mesmo comunicado, o lugar teria sido usado pela milícia apoiada pelo Irão para lançar rockets. Terão parado com a destruição quando perceberam a ligação à Igreja: apenas querem “destruir a infra-estrutura terrorista e não têm intenções de danificar edifícios religiosos”.

A Igreja Católica libanesa nega qualquer tipo de utilização militar daquele edifício. “Opomo-nos a todas as práticas contra lugares de culto e igrejas. Esses locais servem para espalhar a paz, amor e educação”, afirmou o sacerdote Abso Abou Kassm, director do Centro de Informação Católico. “Não são bases militares”, reforçou.

Já o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita nega peremptoriamente a “demolição” do convento, alegando que o local está “intacto e a salvo”.

Esta notícia surge depois de, há umas semanas, as imagens de um soldado israelita a destruir com um machado uma estátua de Jesus Cristo na aldeia de Debel, no sul do Líbano, ter indignado a comunidade internacional. O soldado que destruiu a imagem e o que filmou o acto foram dispensados e condenados a 30 dias numa prisão militar.

Nova ordem de evacuação no sul do Líbano

Este domingo, Israel emitiu novas ordens de evacuação de 11 cidades e aldeias no sul do Líbano devido a operações contra o Hezbollah. Pediram aos residentes que procurassem zonas seguras a pelo menos um quilómetro dos locais onde vivem. As forças israelitas dizem estar a conduzir operações contra o grupo xiita libanês depois do que descreve como uma violação do acordo de cessar-fogo, que data de 17 de Abril.

No sábado terão morrido pelo menos sete pessoas no sul do Líbano, vítimas de ataques israelitas. De acordo com as notícias da agência noticiosa estatal libanesa, National News Agency, terão morrido duas pessoas num ataque contra um veículo em Kfar Dajal; três pessoas num ataque contra uma casa em Luaizeh; e outras duas em Choukine.

De acordo com a Associated Press, que cita a tenente-coronel Ella Waweya, porta-voz das forças israelitas, há registo de pelo menos 50 bombardeamentos ao longo das últimas 24 horas contra membros do Hezbollah ou infra-estrutura associada à milícia.

De acordo com as autoridades libanesas, os ataques israelitas já fizeram 2650 mortos e 8100 feridos desde o 2 de Março. Os ataques continuam, sobretudo no sul do Líbano – em parte ocupado –, apesar do cessar-fogo ainda em vigor. O Hezbollah, por outro lado, continua com os ataques com drones e rockets contra as tropas israelitas no Líbano e no norte de Israel.

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