O antigo dirigente do CDS e vereador da Câmara Municipal de Lisboa Pedro Feist morreu, na terça-feira, aos 90 anos, confirmou à agência Lusa fonte do partido, que levou o assunto à Assembleia Municipal, destacando o pesar e salientando ter-se tratado de uma das figuras maiores da política autárquica na cidade.
“Deixou marcas importantes, as pessoas ainda hoje o reconhecem pelo impacto que teve em áreas como a higiene urbana, o desporto, outras matérias onde, de facto, teve um compromisso muito grande com a cidade”, disse à Lusa o líder da bancada do CDS-PP na AML, Francisco Camacho.
O grupo municipal do CDS-PP assinalou “uma das figuras maiores”, não só do partido em Lisboa, “mas mesmo da política autárquica na cidade”, lembrando também as responsabilidades que assumiu a nível nacional, como deputado à Assembleia da República, e o seu percurso profissional.
A AML acabou por aprovar, por unanimidade, um voto de pesar, assinalando o “amor incondicional” de Pedro Feist à cidade. “Será recordado pela sua elegância no trato, pela capacidade de diálogo e pelo amor incondicional à cidade de Lisboa”, lê-se no voto de pesar apresentado pela mesa da AML, presidida por André Moz Caldas (PS). No documento, a mesa da AML apontou a “personalidade marcante da vida política e autárquica da cidade de Lisboa, que serviu com dedicação, brio e um profundo sentido de serviço público”.
Sporting destaca Feist no andebol
O Sporting manifestou “profundo pesar” pela morte de Pedro Feist, enaltecendo o percurso do antigo atleta e treinador que conquistou nove títulos nacionais de andebol ao serviço dos “leões” durante a década de 1960.
Numa nota publicada na sua página oficial na Internet, o clube destacou Pedro Feist como um dos nomes marcantes do andebol “verde e branco”, durante cerca de uma década após chegar ao Sporting em 1960.
Na sua passagem pelo Sporting, Feist conquistou seis campeonatos nacionais e oito regionais na variante de sete, bem como três títulos nacionais e cinco regionais no andebol de 11, tendo ainda vestido a camisola da selecção portuguesa.
Em 1966/67 acumulou funções de treinador-jogador, conduzindo a equipa ao título com dez vitórias em igual número de jogos, distinção que lhe valeu o Prémio Stromp em 1967, na categoria Técnico Amador.
Em comunicado, o clube de Alvalade endereçou condolências a familiares e amigos, agradecendo os “anos de esforço e dedicação” ao clube.
O antigo dirigente do CDS e ex-vereador da Câmara Municipal de Lisboa exerceu funções autárquicas entre 1977 e 1989, no mandato de Nuno Krus Abecasis, e entre 2005 e 2007, no de Carmona Rodrigues.
Foi ainda deputado à Assembleia da República, eleito pelo CDS, por Lisboa, durante três legislaturas e desempenhou também cargos como presidente da distrital de Lisboa e presidente do Conselho Nacional do partido.
Em Fevereiro de 2006 foi agraciado pelo então Presidente da República Jorge Sampaio como comendador da Ordem do Mérito.
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