Os eleitores zangam-se. Os políticos gritam. Mas nada mexe

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Acaba de chegar às livrarias uma obra fundamental para compreender o nosso presente. Chama-se Hiperpolítica, foi escrita por um homem de esquerda — Anton Jäger — e a sua tese central é muito fácil de resumir: estamos a viver num tempo de “politização extrema sem consequências políticas”. Jäger não apresenta grandes soluções para sair do imbróglio em que as democracias liberais estão enfiadas, mas tem o mérito de formular o problema de um modo claro, e, ao mesmo tempo, contra-intuitivo. Andamos todos iludidos pela gritaria no espaço público: sim, os novos políticos falam muito alto; sim, os cidadãos estão muito zangados; sim, existe conflito nas redes sociais; sim, existe capacidade de mobilização; sim, de vez em quando até há umas manifestações vistosas — mas, tudo espremido, nada realmente muda e nada realmente mexe. Todo este frenesim tem sido politicamente inconsequente.

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