Na minha última crónica, a propósito da reforma laboral, tentei explicar por que me parece óbvio que o Chega nunca será um parceiro fiável para o Governo sempre que este tente levar avante qualquer tipo de reforma minimamente impopular. Na passada quinta-feira, a propósito do mesmo tema, Manuel Carvalho levou o raciocínio mais longe e enunciou um corolário lógico dessa constatação: “A única maneira de este Governo dar passos em frente é escolhendo o PS como parceiro. Ponto final.” Ainda aqui no PÚBLICO, e exatamente no mesmo dia, João Miguel Tavares colocava a questão num plano mais abstrato e chamava a atenção para o perigo da continuada ausência de mudanças e reformas: “Os eleitores zangam-se. Os políticos gritam. Mas nada mexe. A maior tragédia não é um país ir demasiado para a esquerda ou para a direita — é não ir para lado nenhum, transmitindo a ideia de que o sistema está paralisado e que o nosso voto não conta para nada. É disso que devemos ter medo.”
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