O presidente do Sporting considerou esta quarta-feira que os “leões” fizeram “uma época muito positiva” até à final da Taça da Portugal de futebol, perdida para o Torreense (2-1), reconhecendo que, no domingo, a equipa “não teve atitude”.
“O balanço da época tem de ser feito em duas fases: o início do campeonato até à final de domingo e depois a final de domingo” começou por sublinhar Frederico Varandas, à margem das celebrações dos 70 anos do Estádio Universitário de Lisboa.
Lembrando que a equipa “chegou a todas as decisões”, reconheceu o falhanço do objectivo principal, que era a conquista do “tricampeonato”, destacando que o segundo lugar na I Liga foi alcançado “com os mesmos 82 pontos da última época em que o Sporting foi campeão”.
Varandas voltou a realçar a campanha europeia, depois de chegados aos quartos-de-final da Liga dos Campeões, fase em que os “leões” foram eliminados pelo agora campeão inglês Arsenal, com um agregado de 1-0.
“Fez a melhor campanha da Champions da sua história, uma campanha extraordinária contra grandes equipas europeias”, incluindo três jogos contra os finalistas da prova, Paris Saint-Germain e Arsenal.
O dirigente “leonino” sublinhou a importância estratégica do apuramento directo para a Champions, depois de os ingleses do Aston Villa terem vencido a Liga Europa e terminado a Liga inglesa no quarto lugar, abrindo as portas da fase da liga da Liga dos Campeões aos “verdes e brancos”.
“É o objectivo que permite ao Sporting continuar na Champions. É isso que dá capacidade financeira para continuar a crescer e continuar a ter armas para poder continuar a estar nas decisões e conquistar títulos”, salientou.
Apesar de ter chegado aos quartos-de-final da Liga dos Campeões, o Sporting terminou a temporada de 2025-26 sem qualquer título, ao concluir a I Liga no segundo lugar e ao ser batido por Benfica, na Supertaça Cândido Oliveira, e pelo secundário Torreense, na final da Taça de Portugal.
“O Sporting perde aquela final porque simplesmente não competiu, porque não teve a atitude de quem quer ganhar um título nacional”, afirmou.
E deixou um aviso ao plantel: “O objectivo principal de um jogador do Sporting é ganhar títulos. Se a motivação não for a mesma, esse jogador não terá espaço”, vincou.
“O Sporting perde aquela final por cansaço? Por ausência de jogadores, ou por questões técnicas ou tácticas? Não. O Sporting perde porque não competiu e não teve a atitude de quem quer ganhar um troféu”, vincou Varandas, aludindo à derrota, após prolongamento, frente ao emblema de Torres Vedras.
Na véspera, o avançado Pedro Gonçalves pediu desculpa por “uma das piores derrotas na história”, reconhecendo, que, desde Março, sentiu receio de se lesionar, por querer ir ao Mundial 2026.
“O Sporting quer ter um grupo que queira continuar a ganhar muito. Queremos jogadores que queiram jogar a Champions e o Mundial, mas que tenham a mesma ambição e empenho a jogar competições internas, nomeadamente contra equipas de escalões inferiores”, rematou Varandas.
Questionado sobre o treinador Rui Borges, rejeitou qualquer fragilidade: “Vi o Rui Borges fragilizado onde? Nas capas de jornais? Nas redes sociais? Isso conta zero para a decisão do Sporting”.
“Rui Borges é o nosso treinador. Sobre o Rui Borges, o assunto está encerrado”, vincou o presidente do Sporting, clube que renovou contrato com o técnico até 30 de Junho de 2028.
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