O Partido Trabalhista de Malta conquistou um inédito quarto mandato, consagrando a vitória do primeiro-ministro cessante Robert Abela, de acordo com uma contagem parcial dos votos realizada este domingo.
Os resultados preliminares das eleições de sábado apontaram para a vitória do Partido Trabalhista, segundo indicaram responsáveis no centro de contagem de Naxxar, enquanto fogos-de-artifício eram disparados por toda a pequena ilha mediterrânica.
Os eleitores malteses escolheram no sábado o novo Governo do país, depois de o primeiro-ministro ter justificado a antecipação do escrutínio para obter um novo mandato que responda às crescentes tensões geopolíticas.
As sondagens já previam que os trabalhistas conseguissem obter um quarto mandato consecutivo, cenário sem precedentes, graças à campanha que o chefe do Governo, Robert Abela, fez com base no historial económico do Partido Trabalhista, há 13 anos no poder, e que promete proteger Malta, fortemente dependente das importações e de choques externos.
O primeiro-ministro convocou eleições antecipadas no final de Abril, onze meses antes do fim do mandato de cinco anos, argumentando que o Governo precisava de mais tempo para combater as consequências da situação internacional.
A pequena ilha mediterrânica tem uma economia próspera, baseada principalmente no turismo, no jogo online e nos serviços financeiros, mas importa quase toda a energia que usa, o que constitui uma das principais preocupações dos eleitores face à guerra no Irão.
O Governo afirmou ter atribuído mais 250 milhões de euros para potenciais subsídios energéticos, além dos 150 milhões de euros já avançados no orçamento de 2026.
Malta, um dos países mais pequenos do mundo, é também um dos mais densamente povoados, tendo a população crescido quase 30% em 10 anos, sobretudo devido à chegada de estrangeiros, e ronda agora meio milhão de habitantes.
Nenhum partido político na história de Malta ganhou alguma vez quatro eleições legislativas consecutivas.
Robert Abela está no comando do país desde Janeiro de 2020, depois de o antecessor se ter demitido numa crise política desencadeada pelo homicídio da jornalista de investigação Daphne Caruana Galizia e suspeitas de interferência do ex-primeiro-ministro na investigação.
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