Roma recebeu, neste domingo, as últimas pedaladas do pelotão da Volta a Itália, honrando a conquista de Jonas Vingegaard (Visma), que sucede ao ex-companheiro Simon Yates, para “anexar” a 109.ª edição da “corsa rosa” ao currículo e assumir-se como oitavo ciclista da história a vencer as três grandes voltas.
Roma saudou, igualmente, o jovem “gladiador” lusitano Afonso Eulálio (Bahrain), a sexta maravilha de um Giro que eternizará o sorriso franco do figueirense e o seu inesperado sexto lugar numa grande volta.
Depois de nove etapas de rosa, o “voltista” português confirmou a conquista do prémio da Juventude, para suceder ao mexicano Isaac del Toro, camisola branca de 2025.
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Com as camisolas entregues aos seus donos – Paul Magnier (ciclamino) e Giulio Ciccone (montanha) -, além da rosa de Vingegaard e da branca de Eulálio, Roma reservava uma tradicional chegada ao sprint.
A última oportunidade para sprinters como o italiano Jonathan Milan acabaria por sorrir ao… italiano da Lidl-Trek, que assim salvou a participação com uma vitória na etapa romana.
?? One final sprint. Fast, and definitely furious
?? L’ultimo sprint profuma di rivincita e di liberazione.
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Isto numa volta que teve três “repetentes”, a começar pelo grande vencedor do Giro, que somou cinco triunfos em etapas, ficando a um do recorde de Tadej Pogacar. Os outros foram o sprinter francês Paul Magnier, primeiro líder da prova e três vezes primeiro a cortar a meta, e o equatoriano Jhonatan Narvaez, também com três etapas no bolso.
Afonso Eulálio tentou a sorte na quinta etapa, dia de tormenta, em que caiu e deixou escapar a vitória na chegada a Potenza, a mesma que lhe garantiu a camisola rosa e uma aventura que desafiou todas as previsões, cedendo apenas à investida de Vingegaard, já depois de surpreender no contra-relógio.
O português Nélson Oliveira (Movistar), recordista nacional de participações em grandes Voltas, foi 66.º da geral (a 3h38m31s de Vingegaard) e igualou a marca do polaco Sylwester Szmyd, ao completar 23 corridas… sem desistências.
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António Morgado (UAE) estreou-se em grandes Voltas com um 125.º posto, a 5h25m56s do vencedor, tendo sido 22.º em Roma.
Tour à vista
Após cinco anos em que privilegiou o Tour e a Vuelta, o ciclista dinamarquês sentiu a necessidade de rever a agenda em 2026, trocando Espanha por Itália, na esperança que esta aposta o projecte para um grande Tour.
Depois dos triunfos consecutivos (2022 e 2023) na Volta a França, Vingegaard repetiu nas duas últimas edições o segundo lugar de 2021 no pódio parisiense. Agora, para tentar superar o esloveno Tadej Pogacar e impedir o rival da UAE de chegar ao penta no Tour, Vingegaard elegeu o Giro como rampa de lançamento.
A motivação de vencer em Itália poderá ser a chave, mesmo que esta conquista não encerre qualquer surpresa, o que lhe garantiu a entrada no clube exclusivo onde figuram Jacques Anquetil, Felice Gimondi, Eddy Merckx, Bernard Hinault, Alberto Contador, Vincenzo Nibali e Chris Froome.
O dinamarquês não tinha concorrência à altura e apenas Félix Gall (Decathlon), que ficou a mais de cinco minutos de distância – Jai Hindey (BORA) fechou o pódio, a 6min25s -, foi alimentando a esperança de aproveitar um mau dia do dinamarquês.
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