O Hamas mostrou-se satisfeito com o acordo entre EUA e Irão, e manifestou o desejo de que o entendimento ajude a pôr fim aos ataques israelitas contra a Faixa de Gaza. “Esperamos que este acordo sirva como um passo para contribuir para a estabilidade regional e tenha um impacto positivo em diversas questões regionais, principalmente no cessar imediato da agressão sionista contra o povo palestiniano na Faixa de Gaza e no fim dos repetidos ataques e violações contra o Líbano”, destacou o movimento islamista palestiniano em comunicado.
O Hamas acrescentou que a segurança e a estabilidade na região não serão alcançadas enquanto Israel “continuar a sua guerra de genocídio, fome e deslocamento forçado” do povo palestiniano.
O movimento palestiniano frisou também que é necessário abordar o que descreveu como as “verdadeiras raízes do conflito”, enumerando a ocupação e a negação dos direitos legítimos dos palestinianos.
O acordo para o fim das hostilidades entre EUA e Irão, que será assinado na sexta-feira na Suíça após ter sido rubricado virtualmente no domingo, segundo o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, é o início de uma negociação nuclear que se prevê longa.
Segundo a versão iraniana, os Estados Unidos libertarão 12 mil milhões de dólares bloqueados em bancos estrangeiros e permitirão ao país vender o seu petróleo sem limitações, algo não confirmado por Washington.
O texto do acordo para pôr fim ao conflito e desbloquear o estreito de Ormuz será divulgado nas próximas 24 ou 48 horas, segundo um alto funcionário do Governo norte-americano liderado por Donald Trump.
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