Esculturas em areia, minas e enigmas: passeios em família no Verão algarvio

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Sand City, Lagoa

É um dos postais do Verão algarvio e, não sendo nenhuma novidade, continua a valer a visita.

Nascido em 2003 como Fiesa – Festival Internacional de Escultura em Areia, foi ganhando território, saiu de Pêra para a morada actual, no Sítio dos Lombos, em Lagoa, e, grão a grão, foi enchendo o papo (neste caso, o cenário) com peças monumentais, algumas com “cinco ou seis metros de altura” e um peso na ordem das “várias dezenas de toneladas”. Todas feitas com a mesma matéria-prima e a contribuir para um conjunto que, 23 anos volvidos, supera as 120 obras de arte “habilmente esculpidas” por mais de 60 artistas nacionais e internacionais.

O resultado está à vista em Sand City, a gigantesca “cidade” erigida no Algarve e transformada no “maior parque de esculturas de areia do mundo”, assim atestam no manifesto. Um Mundo de Areia que se estende por cinco hectares, feito de “cenas emblemáticas, individualidades conhecidas ou simples curiosidades” e onde podemos dar de caras com uma Torre Eiffel, um dragão, um faraó, uma rainha, os ares do faroeste, Ronaldo, Obélix ou o Papa.

As portas estão abertas todos os dias até 15 de Novembro, das 10h às 23h (até 28 de Junho e a partir de 15 de Setembro, encerram às 19h), horário que, por se tratar de um recinto ao ar livre, poderá estar sujeito a alterações.

Os bilhetes custam 5,90€ (crianças dos seis aos 12 anos), 9,50€ (seniores) e 11,90€ (dos 13 aos 64 anos). A entrada é gratuita para crianças até aos cinco anos. Mapa completo e outras informações em sandcity.pt.

Centro Ciência Viva do Algarve, Faro

Instalado junto à doca de recreio de Faro – e pioneiro da rede que actualmente integra 22 espaços, distribuídos por vários pontos do país –, o Centro Ciência Viva do Algarve é um lugar onde a ciência e a tecnologia andam de mãos dadas com a interactividade e o compromisso com a cidadania activa.

Para espicaçar a curiosidade, a criatividade, o pensamento crítico e o conhecimento científico, missão que se mantém na sua essência desde o primeiro dia, a 3 de Agosto de 1997, o projecto trabalha em estreita colaboração com escolas, museus, unidades de investigação e autarquias, entre outras entidades locais, sempre de olhos postos na componente pedagógica e no acesso generalizado à cultura científica.

Laboratórios, oficinas, observações astronómicas, saídas de campo, jogos, palestras, exposições, programas para ocupação de tempos livres nos períodos de férias escolares e o famoso Apalpário, jóia da coroa e um dos três aquários dedicados às espécies marinhas da Ria Formosa ali presentes, são alguns dos trunfos à espera dos visitantes no espaço que está aberto de terça a domingo, das 10h às 13h e das 14h às 18h, com entradas entre os 3€ e os 5€. Mais informações em www.ccvalg.pt.

Faro Escape Game, Faro

No número 13 da Rua da Cruz, em Faro, há uma série de enigmas para desvendar. Só assim se alcança a chave para sair da sala (ou das ruas) num jogo que depende tanto da inteligência como do trabalho de equipa.

No rol de aventuras do Faro Escape Game temos A Folha Escondida, que mergulha na história de Pentateuch, o “primeiro livro alguma vez impresso em Portugal”, precisamente em Faro, datado de 1487 e assinado por Samuel Gacon, e numa folha solta, manuscrita e entretanto roubada, que “permitia à população escapar quando a cidade era atacada ou cercada”. Ou O Camarote, enquadrado no ano de 1596 e nos aposentos do temido corsário Francis Drake que, ao que tudo indica, roubou um livro “de valor incalculável”.

A imersão na história local não se confina ao edifício. Fora dele também há jogatana para encontrar A Chave Perdida numa jornada “cheia de desafios, enigmas e charadas” pelas ruas da cidade velha ou desvendar O Segredo de Loulé, com cuidado porque, entre memórias e mistérios, “nem tudo o que parece… é”.

Caça ao Tesouro, Detective por Um Dia e Caminho dos Bravos são outras das propostas na montra imersiva que, asseguram, se adequa a “grupos, famílias e empresas”.

Cada actividade tem a duração de uma hora e preços a partir dos 50€ (duas pessoas), estando disponível todos os dias, mediante marcação. Informações em faroescapegame.com.

Mina de Sal-Gema, Loulé

Para aventuras em profundidade, nas entranhas da Terra, o caminho aponta para a Mina de Sal-Gema de Loulé, a única do género ainda em funcionamento em Portugal, explorada em sistema de galerias subterrâneas.

Uma visita a 230 metros de profundidade onde, num percurso de interpretação a pé, ao longo de pouco mais de um quilómetro, se avista o que um dia foi o fundo do mar e a paisagem marcada por formações geológicas com 230 milhões de anos.

Integrada na área do Geoparque Algarvensis, que por sua vez faz parte da Rede Mundial de Geoparques da UNESCO, tem visitas organizadas pela empresa TechSalt nos dias úteis, às 9h45, 11h15, 14h45 e 16h15, com duração aproximada de duas horas. A entrada custa 17€ (dos seis aos 12 anos) e 25€ (adulto). Mais informações e reservas em www.techsalt.pt.

Krazy World, Silves

Iguanas, jibóias, cangurus, camelos e lamas, mas também répteis, crocodilos, araras, coelhos, tartarugas, cabras, um jardim de borboletas e outros animais exóticos. Todos a viver em harmonia num lugar situado na Lagoa de Viseu, em Algoz (Silves), na tranquilidade do campo e “a poucos passos da azáfama das estâncias balneares como Albufeira e Vilamoura”, fazem saber na nota de apresentação. É esta a proposta do Krazy World, um misto de parque de diversões com jardim zoológico, que começou a acolher animais em 1996 e que tem dedicado estas três décadas à “conservação, educação e lazer”.

Com a natureza a dar cartas, a oferta passa também por outras atracções como piscinas com escorrega, arborismo, um circuito de mini-golfe, trampolins, insufláveis, paintball ou passeios de pónei e de burro.

Aberto todos os dias, das 10h às 18h30 (em Junho e Setembro, fecha meia-hora antes), com preços de bilheteira a 18,95€, reduzidos para 11,95€ no caso de visitantes dos quatro aos dez anos e seniores. Mais em krazyworld.com.

Museu Zer0, Tavira

Os silos desactivados da Cooperativa Agrícola dos Produtores de Azeite de Santa Catarina da Fonte do Bispo, uma típica localidade do sotavento algarvio, servem de casa ao equipamento inaugurado em 2025 e apresentado como sendo o primeiro museu de arte digital do país.

Com a arte desconstruída e ligada aos valores culturais, paisagísticos e etnográficos do território, o projecto flui entre exposições, residências, conversas, experimentação e investigação em arte digital. Está aberto de quarta a sábado, das 10h às 17h, com entrada livre e morada digital em www.museu0.pt.

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