A Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF) anunciou este sábado a detenção de seis homens, com idades entre 22 e 28 anos, na zona da Fuzeta-Olhão, por suspeitas da prática do crime de contrabando de combustível.
O Destacamento de Controlo Costeiro de Olhão da UCCF interceptou “uma embarcação suspeita à saída da barra da Fuzeta”, no interior da qual “foram encontrados 154 jerricãs de combustível e diverso material mantimentos, vestuário e peças de manutenção naval”, anunciaram as autoridades em comunicado.
“No decorrer da intervenção, os suspeitos adoptaram comportamentos compatíveis com uma tentativa de fuga, prontamente impedida pelos militares da Guarda”, acrescenta o texto da Guarda, que prosseguiu a operação e da qual resultou ainda a localização de uma “viatura ligeira de mercadorias, de matrícula espanhola, que transportava 50 jerricãs de combustível, presumivelmente relacionada com os detidos”.
A acção das autoridades, para além dos seis detidos, resultou na apreensão de uma embarcação, da viatura ligeira de mercadorias, de 204 jerricãs de combustível (gasolina) e diverso material associado à actividade ilícita, incluindo víveres, segundo o comunicado.
“Os detidos foram constituídos arguidos, sujeitos à medida de coação de Termo de Identidade e Residência, tendo sido posteriormente libertados”, informou a UCCF, especificando que a acção contou com o reforço de militares e meios do Comando Territorial de Faro e da Unidade de Emergência de Protecção e Socorro (UEPS).
Segundo caso numa semana
Na passada quinta-feira a GNR anunciou a detenção de três homens que faziam o transbordo de haxixe de uma embarcação para viaturas no Portinho do Forno, em Aljezur, e apreendeu 56 fardos de haxixe. Em comunicado, a GNR especificou que os homens, com idades entre 28 e 43 anos, foram surpreendidos quando transferiam a droga de uma embarcação de alta velocidade (EAV) para viaturas de mercadorias e de combustível das viaturas para a embarcação.
A embarcação acabou por colocar-se em fuga, não tendo sido possível a sua intercepção, acrescentou a força de segurança.
Segundo a GNR, a detecção dos homens decorreu durante uma acção de patrulhamento dos militares do Posto de Controlo Costeiro de Aljezur, no distrito de Faro. Da operação resultou a apreensão dos 56 fardos de haxixe, cerca de 3000 litros de combustível, de uma arma de fogo automática, de uma viatura ligeira de mercadorias com matrícula portuguesa e de uma viatura ligeira de passageiros com matrícula espanhola.
Foram ainda apreendidos diversos artigos alegadamente utilizados na actividade de tráfico de droga, como luvas e gorros, adianta a GNR. A Polícia Judiciária foi accionada “para realizar a inspecção judiciária”, lê-se na nota.
A GNR lembra que mantém uma vigilância permanente da costa portuguesa, direccionando a sua actuação para o combate ao tráfico de estupefacientes e às organizações criminosas que recorrem à via marítima para introduzir droga em território nacional.
Há cerca de um mês entrou em vigor uma nova legislação aprovada pelo Governo que actualiza o regime de utilização das lanchas rápidas e prevê penas de prisão de um a quatro anos para quem as possuir sem registo, pretende ajudar a combater este tipo de criminalidade. A lei actualizou um enquadramento legal com mais de três décadas, que as autoridades admitiam que já era insuficiente para travar o uso destas embarcações para negócios ilícitos.
Com a nova legislação, os projectos de construção ou de modificação de embarcações de alta velocidade têm de ser submetidos à Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos. Quem não o fizer, arrisca-se a uma pena de prisão de até dois anos, assim como os tripulantes que transportem numa EAV mais combustível do que o permitido ou que recorram a mecanismos — como tinta ou equipamentos electrónicos — para que as embarcações não sejam detectadas pelos radares.
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