Há um elefante na sala quando falamos no 25 de abril. Nos dias e meses que se seguiram ao golpe dos capitães, o país viveu uma vaga intensa de acerto de contas com o passado. A expressão “morte à PIDE” entrou no vocabulário comum, milhares de pessoas foram afastadas das suas funções, antigos responsáveis do regime foram impedidos de participar na vida política e, com o tempo, os tribunais começaram a julgar os agentes da repressão. Portugal tornou-se, em poucos meses, um dos países europeus que mais longe foi naquilo a que hoje chamamos “justiça de transição”. E, no entanto, essa dimensão quase desapareceu da forma como nos lembramos da nossa transição para a democracia. Não faz parte da narrativa dominante do 25 de abril, não ocupa lugar nos museus, não marcou as comemorações dos 50 anos. Como é que um processo tão intenso se tornou tão invisível?
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