O crítico de música e arte Diedrich Diederichsen, professor e também curador, é um dos teóricos que se abalançam a pensar seriamente a música pop e a revelar, em simultâneo, que a ouve com gosto e atenção, como se pode constatar em Aesthetics of Pop Music (Polity Press, 2o23). Nesta obra complexa, informada e provocadora, o autor propõe que concebamos a pop não enquanto um género musical, mas como uma constelação de imagens, práticas, comportamentos, meios de comunicação, espaços sociais, sons e experiências. Isto é, para este autor e pensador, na experiência e na estética dessa constelação, a música em si é apenas mais um elemento. Resumindo, para Diederichsen, 68 anos, a pop (embora possa desdobrar-se numa miríade de subdomínios: rock, metal, rap, blues, rock progressivo, etc.) não é um género musical identificável.
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