Aceno

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A Imortalidade de Milan Kundera começa com a descrição de um aceno. Uma mulher de idade caminha ao longo de uma piscina depois de se despedir do instrutor de natação. Já não tem a beleza da juventude, mas, quando se volta para trás para lhe dizer adeus uma vez mais, nesse instante, faz um gesto com o braço. É um aceno com a leveza do ser, distraído e encantador, uma graça. O narrador diz que aquele era o gesto de uma mulher de 20 anos. Na verdade, era um gesto sem idade, que irrompe sem pertencer às mãos que o fazem. Passa por elas como uma onda na superfície do mar. A onda forma-se, eleva-se por instantes e regressa a uma origem.

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