Activistas do Climáximo redistribuem alimentos que tiraram de supermercado

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Activistas do movimento Climáximo entraram nesta quinta-feira num supermercado no Campo Pequeno, em Lisboa, de onde levaram dezenas de produtos, sem os pagar, e foram distribui-los por pessoas pobres, informou o colectivo, em comunicado. Foi uma “forma de protesto contra os lucros das grandes superfícies em contexto de guerra fóssil, e como alerta sobre o impacto da crise climática nos sistemas alimentares”, argumentam.

Uma dezena de apoiantes entrou no Continente no Campo Pequeno (parte do grupo Sonae, proprietário do PÚBLICO) e levou alimentos e artigos de higiene pessoal, “saindo sem pagar”, diz o comunicado. Esses produtos foram distribuídos depois “numa banca junto à estação do Oriente”.

Esta acção de protesto “denunciou os lucros extraordinários auferidos por grandes superfícies como o Continente e o Pingo Doce, num contexto de guerra potenciado pelos combustíveis fósseis, enquanto o custo de vida de pessoas comuns aumenta”, diz o comunicado. Bens, como pão, alimentos para bebés ou pastas de dentes, entre outros, foram redistribuídos por “pessoas em situação de pobreza”, dizem os activistas.

“Tanto a Sonae como a Galp viram lucros recorde em 2025 e iniciaram 2026 em alta, após o escalar dos ataques imperialistas dos EUA e de Israel ao Irão”, afirma Inês Teles, apoiante da Climáximo, citada no comunicado. “Ao mesmo tempo, o preço dos combustíveis dispara e o custo de vida aumenta, tendo sido atingido na semana passada o valor mais elevado do cabaz alimentar desde 2022,”

“A nossa dependência de combustíveis fósseis está não só a aumentar de forma drástica o custo de vida, como irá cada vez mais provocar a escassez de bens essenciais. Mas no meio deste caos, há quem fique a ganhar: as grandes superfícies e as empresas fósseis registam lucros ímpares com a guerra, com a nossa pobreza e a destruição do mundo”, diz Inês Teles.

A Lusa contactou o comando metropolitano de Lisboa da PSP mas fonte oficial disse que não dispunha de nenhuma informação (às 19:40).

A ação de hoje insere-se no que a Climáximo, movimento de jovens contra os combustíveis fósseis, chamou de “Semana de Luta pelo Futuro”, que inclui várias iniciativas. A semana termina na sexta-feira com uma concentração junto à sede do Governo.

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