Aeroportos europeus com mais atrasos em 2025: Porto e Lisboa no ranking dos piores

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O ranking dos aeroportos com atrasos superiores a 60 minutos da AirAdvisor, plataforma global em compensação de voos e bagagens, é liderado pelo Aeroporto de Manchester, mas em sétimo lugar encontra-se o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto. As rotas com destino a Lisboa, Madrid e Amesterdão são as que mais contribuem para a posição do aeroporto que serve o Norte do país. A taxa de atraso é de 5,31% e a duração média da espera é de 109,45 minutos.

Mas é o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, que ficou na 11.ª posição, a ter a maior probabilidade de atrasos superiores a uma hora, com 7,17% das ligações a atrasarem-se — o equivalente a um em cada 14 voos. No entanto, a espera média é mais baixa, situando-se nos 101,7 minutos.

Voltando a olhar para o primeiro lugar, o Aeroporto de Manchester tem uma taxa de atrasos superiores a uma hora de 6,16% e uma duração média de espera de 116,7 minutos. As rotas mais afectadas são para Amesterdão, Paris (CDG) e Dublin.

Palma de Maiorca está em segundo lugar, com uma taxa de 6,37% e atrasos de 114,8 minutos. Os voos para Barcelona, Madrid e Frankfurt são os mais penalizados. O aeroporto de Cracóvia regista um tempo médio de atraso de 138,23 minutos. “As rotas com mais atrasos têm como destino grandes hubs europeus, como Frankfurt, Amesterdão e Munique”, lê-se no relatório.

O país mais representado no top 10 é Inglaterra com quatro aeroportos. Além de Manchester, estão entre os dez piores o de Londres Gatwick (LGW), Birmingham (BHX) e Londres Stansted (STN), em sexto, nono e décimo lugares, respectivamente. Os aeroportos de Nice (4.º), Bucareste (5.º) e Marselha (8.º) completam o top 10.

Nos dez primeiros lugares, estão apenas aeroportos de média dimensão, com um número de voos anuais que varia entre 138.823 e 58.552. “Gigantes como Londres Heathrow e Paris Charles de Gaulle têm, na verdade, melhores resultados em termos de atrasos”, lê-se no relatório. No entanto, o tempo médio de atraso mais longo é no Aeroporto de Frankfurt, 224,77 minutos, ou seja, quase quatro horas, mas a probabilidade de atrasos superiores a uma hora neste aeroporto, é muito reduzida (2,37%).

“Os passageiros assumem frequentemente que os maiores hubs são os mais propensos a interrupções, mas este ranking mostra que alguns aeroportos de média dimensão podem ser mais vulneráveis a atrasos”, afirma Anton Radchenko, CEO da AirAdvisor. Isto deve-se, explica, em não terem a mesma capacidade operacional de recuperação que os principais aeroportos europeus.

Outra curiosidade é que seis dos dez piores aeroportos europeus sofrem atrasos frequentes nas rotas com destino ao Aeroporto de Amesterdão Schiphol. O CEO da AirAdvisor explica que isto não faz daquele um dos aeroportos com pior desempenho na Europa em geral. Aponta sim para um “efeito de pressão na rede quando o congestionamento aumenta nos principais corredores de ligação europeus, a interrupção propaga-se em conjunto”.

Estas conclusões são fruto da análise de 9.594.711 voos em 46 aeroportos europeus durante o ano de 2025, e para o resultado conta taxa de voos com atrasos superiores a 60 minutos (70%) e a duração média dos atrasos (30%).

Anton Radchenko aconselha passageiros com itinerários que dependam de ligações em aeroportos centrais ou que viajem por qualquer um dos aeroportos deste ranking a ter um cuidado redobrado com ligações apertadas.

O CEO da AirAdvisor lembra ainda que, de acordo com o Regulamento (CE) n.º 261/2004, os passageiros que enfrentam atrasos significativos têm direitos concretos de compensação. Atrasos de três horas ou mais no destino final podem dar direito a reembolsos até 600€, dependendo da causa.

Quando ocorre um atraso, refere, as companhias aéreas são obrigadas a fornecer refeições, bebidas e alojamento quando necessário; os passageiros devem pedir assistência no aeroporto. “O consumidor deve guardar os documentos e agir rapidamente. Os cartões de embarque devem ser guardados, assim como os recibos e as notificações de atraso. A reclamação deve ser feita imediatamente após a viagem e os clientes devem ter cuidado ao aceitar vouchers antes de confirmar que não limitam o seu direito a uma compensação em dinheiro”.

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