Afonso Eulálio voltou a usar a capa de super-herói do Giro

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O francês Paul Magnier (Soudal Quick-Step) pode ter ganho ao sprint a 18.ª etapa da Volta a Itália, cortando a meta em primeiro na chegada Pieve di Soligo. Mas a notícia do dia foi a queda do português Afonso Eulálio e a recuperação do herói que vestiu a camisola rosa durante nove tiradas.

Esta quinta-feira, Eulálio deu uma demonstração cabal da fibra de que é feito, desafiando as dores e o pelotão ao lançar dois ataques nos últimos quilómetros. Eulálio merecia o triunfo na etapa, mas a voragem dos sprinters não permitiu que o líder da juventude levasse ainda mais longe a capa de super-herói.

Paul Magnier, que foi o primeiro a andar de rosa neste Giro, marcou o tempo na meta, fixado em 3h46m50s, somando o terceiro triunfo em etapas, que deixa a luta pela camisola ciclamino ao rubro.

Abastecimento quase fatal

Mas, voltando ao ciclista da Bahrain, refira-se que Afonso Eulálio sofreu uma queda na zona de abastecimento, no meio do pelotão, que o deixou com muitas queixas no braço esquerdo.

Depois de uma rápida avaliação, o ciclista português voltou à corrida, mas com um atraso considerável para o pelotão, que começou por ser superior a dois minutos e chegou mesmo aos três minutos de atraso.

Afonso Eulálio dispunha, à partida, de uma vantagem de 2m17s para Davide Piganzoli na luta pela camisola branca, e, com a ajuda do companheiro de equipa Robert Stannard, recuperou a posição, juntando-se ao pelotão a 35km da meta.

Melhor ainda, Eulálio superou uma série de obstáculos para se posicionar entre os ciclistas da frente e, a menos de 10 quilómetros da meta, desferiu um ataque na penúltima subida do dia, obrigando a equipa de Jonas Vingegaard a “puxar dos galões” para evitar que o português ganhasse uma vantagem perigosa.

Um ataque que Eulálio repetiria a seis quilómetros do final, reagindo à tentativa de Johannes Kulset (Uno-X), juntando-se ao norueguês, com quem formou uma dupla que só foi desfeita a cerca de 1,5km da meta.

A partir daí, Eulálio sabia que a luta seria dos sprinters, mas a forma como se recompôs de uma situação potencialmente comprometedora e ainda reuniu forças para explicar ao pelotão que não foi por mero acaso que andou grande parte do Giro na liderança.

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