Os procuradores do Minnesota emitiram um mandado de detenção contra um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), que é acusado de ter alvejado um imigrante venezuelano durante a operação de reforço da aplicação da lei pelo Governo federal em Mineápolis, no início deste ano.
A procuradora do condado de Hennepin, Mary Moriarty, identificou Christian J. Castro, 52 anos, como o agente do ICE que terá alvejado Julio C. Sosa-Celis na perna a 14 de Janeiro, enquanto os agentes perseguiam outro homem. As autoridades do Minnesota descreveram o sucedido como um “caso de identificação errada”.
Castro enfrenta várias acusações de agressão grave de segundo grau a envolver uma arma e uma acusação de falsa denúncia de crime, considerado um delito menor, de acordo com os documentos de acusação. Os procuradores afirmaram que o agente do ICE disparou a sua arma contra uma casa onde Sosa-Celis e outras pessoas, incluindo crianças, se encontravam no interior.
Moriarty acusou as autoridades federais de tentarem obstruir a investigação, recusando-se a cooperar ou a ajudar a facilitar entrevistas de acompanhamento com agentes federais. Os procuradores estaduais afirmaram que não lhes foi concedido acesso a quaisquer provas recolhidas pelo FBI.
O Departamento de Segurança Interna tentou deportar pessoas que testemunharam o crime ou que se encontravam dentro da casa alvejada, afirmaram os procuradores, apesar de algumas se encontrarem legalmente no país com estatuto de protecção temporária. A agência não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
“Estas são acusações adequadas e estamos totalmente preparados para o que se segue”, afirmou Moriarty numa conferência de imprensa nesta segunda-feira, ao anunciar as acusações.
Sosa-Celis foi uma das três pessoas alvejadas por agentes federais durante a Operação Metro Surge, uma intervenção de repressão do DHS que enviou agentes federais para Mineápolis para ajudar a levar a cabo a campanha de deportação em massa da Administração Trump. Foi durante essa operação que os agentes mataram os cidadãos norte-americanos Alex Pretti e Renée Good, o que suscitou condenação e questionamentos por parte dos democratas e de alguns líderes republicanos sobre as tácticas agressivas do DHS.
Os procuradores alegam nos documentos de acusação que as imagens de vigilância de uma câmara municipal contradizem o relato do agente do ICE ao FBI e aos investigadores estaduais sobre o que se passou no relvado da frente da casa em Mineápolis onde Sosa-Celis foi baleado. As provas físicas, segundo os procuradores, revelaram mais inconsistências que os levaram a acreditar que Castro disparou a sua arma contra a casa.
O DHS anunciou em Fevereiro que estava a suspender dois agentes que enfrentavam uma investigação criminal para apurar se teriam mentido sob juramento sobre o tiroteio. A agência afirmou que uma análise recente das provas de vídeo revelou que os agentes “parecem ter feito declarações falsas”.
Exclusivo PÚBLICO/The Washington Pos
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