Alibaba lança modelos de IA para criar robôs mais autónomos

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A Alibaba Cloud apresentou um novo conjunto de modelos de inteligência artificial concebidos especificamente para o sector da robótica. Através de um comunicado oficial, a tecnológica chinesa detalhou o seu novo rumo estratégico, focado no desenvolvimento de sistemas que os engenheiros designam por “agentes autónomos”. Trata-se de uma evolução importante nos laboratórios de software da empresa, uma vez que estas novas ferramentas pretendem dar às máquinas uma capacidade acrescida para interpretar o ambiente em redor e executar tarefas sem necessidade de programação prévia e rígida.

Até agora, os grandes modelos de linguagem ganharam notoriedade pela aptidão em processar texto, responder a perguntas complexas ou gerar linhas de código num computador. A proposta da gigante de comércio electrónico e computação em nuvem procura transpor esse raciocínio para mecanismos articulados, como braços mecânicos e sistemas de triagem de mercadorias. Os novos modelos integram dados visuais e comandos de voz, permitindo que um robô perceba uma ordem directa, avalie a disposição dos objectos num espaço e decida, por si próprio, a força e a trajectória necessárias para cumprir a missão.

A relevância deste anúncio prende-se com a flexibilidade que introduz na automação. Nos moldes tradicionais, alterar o comportamento de uma máquina numa linha de montagem exige horas de trabalho técnico e reprogramação de software. Com a nova solução da Alibaba, a interacção passa a ser feita em linguagem corrente. Um operador humano poderá, de acordo com a gigante tecnológica chinesa, instruir a máquina de forma simples, e o sistema será capaz de se adaptar instantaneamente a novas formas, volumes ou texturas. Em termos práticos, isto reduz os custos operacionais das empresas e abre caminho para uma introdução mais segura de ajudantes mecânicos em tarefas logísticas complexas.

De acordo com a nota de imprensa divulgada, a arquitectura destes modelos foi optimizada para processar a informação localmente, reduzindo a dependência de ligações constantes a servidores. Isto traduz-se numa velocidade de resposta superior, algo crítico quando uma máquina precisa de desviar-se de um obstáculo imprevisto ou segurar um objecto frágil sem o quebrar acidentalmente.

O impacto na indústria

A transição da teoria para a prática foi demonstrada pela Alibaba através de exemplos concretos de aplicação em armazéns de distribuição. Os robôs equipados com esta inteligência artificial conseguiram realizar tarefas de triagem de mercadorias com uma precisão invulgar, separando embalagens por tamanhos e pesos diferentes sem necessitarem de calibração manual. Esta capacidade de adaptação imediata é vista pelos analistas do sector como o verdadeiro motor de mudança para a indústria moderna. Os sistemas deixam de ser meros executores de movimentos repetitivos para passarem a actuar como colaboradores funcionais, capazes de gerir pequenos contratempos na linha de produção sem suspender o trabalho.

No documento partilhado com os meios de comunicação, os responsáveis da empresa não esconderam o entusiasmo com os resultados obtidos nos testes laboratoriais. “Acreditamos que o futuro da automação passa pela capacidade de os sistemas compreenderem as nuances do mundo real, agindo com a mesma segurança e flexibilidade que se espera de um operador experiente”, refere a direcção técnica da Alibaba Cloud na nota de apresentação.

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