É uma união inesperada entre duas empresas rivais da OpenAI. A Anthropic, cuja notoriedade e valorização está nos calcanhares da empresa liderada por Sam Altman, e a SpaceX, de Elon Musk, que está numa disputa com Altman em tribunal, fizeram um acordo para que a startup de IA use um centro de computação da empresa espacial.
A aliança surge numa altura em que a rivalidade no sector está ao rubro e todos os chips contam para oferecer serviços mais eficazes e rápidos aos clientes.
A Anthropic assinou um acordo para usar um centro de computação chamado Colossus 1, que tem cerca de 220 mil chips da Nvidia. Por comparação, o centro de dados de Sines, em Portugal, que será usado pela Microsoft, tem até agora anunciadas 79 mil unidades de processamento, muitas das quais ainda não estão instaladas. O volume, porém, não é a única métrica. O tipo de chip usado é relevante para a qualidade e rapidez das aplicações de inteligência artificial, sobretudo numa altura em que o foco do sector já não é tanto o treino dos modelos, mas a capacidade de executar com custos mais reduzidos as tarefas pedidas pelos utilizadores.
A startup explicou que o acesso ao Colossus 1 vai permitir a alguns dos seus clientes, incluindo os clientes empresariais, verem aumentados os limites de utilização dos modelos Claude, o que a torna mais competitiva face aos rivais. As empresas que prestam serviços de IA debatem-se hoje com constrangimentos em relação ao volume de uso que podem vender aos seus cliente, restrição que é determinada pelo acesso a poder de computação.
As duas companhias também mostraram interesse em explorar a ideia de colocar centros de computação no espaço, uma ideia com que Musk já tinha avançado (tal como a ideia de criar um parque industrial na Lua). Os anúncios oficiais não oferecem detalhes.
“Como parte deste entendimento, também expressámos interesse em ter uma parceria com a SpaceX para desenvolver múltiplos gigawatts de capacidade de computação de IA orbital”, disse a Anthropic.
A SpaceX, por seu lado, argumentou que o poder de computação necessário para a próxima geração de sistemas de IA “está a ultrapassar aquilo que o poder [computacional], o território e a refrigeração terrestres conseguem fazer em tempo útil.”
A empresa de Musk tem foguetões reutilizáveis, tem trabalhado em contratos milionários com a NASA e o Pentágono, opera a rede de satélites de Internet Starlink, e é também a proprietária da xAI (que desenvolve o modelo Grok) e ainda da rede social X.
Em comunicado, diz ser a única organização com a cadência de lançamento, o rácio económico de transporte espacial e a experiência para “fazer a computação orbital um programa de engenharia a curto prazo, e não um conceito de investigação”. Refere que “se os desafios de engenharia puderem ser ultrapassados, a computação baseada no espaço oferece poder sustentável quase sem limites e com menos impacto na Terra.”
A SpaceX e a Anthropic, bem como a OpenAI, estão a preparar-se para entrar em bolsa, nas operações deste género mais aguardadas nos últimos anos pelos investidores. A empresa espacial está a apontar para uma valorização em torno dos 1,75 biliões de dólares, apenas cerca de três vezes menos do que a capitalização actual da Nvidia e um valor que a colocaria em sexto lugar nas bolsas americanas, só atrás das grandes tecnológicas.
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