Em Autobiografia da Minha Mãe, de Jamaica Kincaid, a voz que narra é a de quem perdeu tudo o que poderia organizar uma vida dita normal. Para trás deixou a mãe, o país, uma língua, mas mesmo assim decide contar, ou contar-se, como se nesse acto quisesse medir a extensão do seu vazio. “A minha mãe morreu no momento em que nasci e, por isso, em toda a minha vida, nunca houve nada entre mim e a eternidade”, lê-se no arranque do livro, que não é uma autobiografia no sentido convencional, mas um texto sobre uma ausência que se recusa a ser preenchida.
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