Roberto Martínez prestou-se a explicar as escolhas que fez para o Mundial 2026. O seleccionador começou por enquadrar que convocou 28 jogadores, apesar de oficialmente só poder ter 26 nomes. O 27.º é o guarda-redes Ricardo Velho, que sabe que será um elemento extra só incluído na lista em caso de alguma lesão num dos outros três – a FIFA permite trocar um guarda-redes lesionado.
“O Ricardo Velho sabe que é o quarto guarda-redes, mas precisamos de utilizar as regras. Ele sabe que não vai poder estar no banco, mas em dois minutos disse que estava preparado para ajudar a selecção no que fosse necessário”, explicou.
O 28.º jogador é o espírito de Diogo Jota, que faleceu em Julho de 2025: “É a nossa força, a nossa alegria. O exemplo e a dedicação do Diogo Jota vão ser sempre mais um. Ele será sempre mais um”.
Guedes como Jota
No detalhe mais táctico, Martínez explicou a escolha de Gonçalo Guedes à frente de Paulinho. “Para terceiro avançado, procurámos o jogador de características mais próximas ao Diogo Jota. O Gonçalo Guedes é o terceiro porque é o jogador com mais flexibilidade, que pode jogar por fora, por dentro, abrir espaços no contra-ataque. O Paulinho, mais uma vez, pode fazer o perfil do Cristiano e do Gonçalo, mas aqui precisamos de ter três atacantes. Dois mais posicionais, um mais variável”.
Em relação à ausência de Ricardo Horta e Pedro Gonçalves a explicação foi mais geral e remeteu para a sobrelotação de criativos. “Temos quatro jogadores para jogarem por dentro, entre linhas: Félix, Bruno, Bernardo e Trincão. Jogadores como Pedro Gonçalves, Ricardo Horta e Rodrigo Mora também fizeram épocas extraordinárias. Por fora temos Leão, Conceição e Neto. E também temos a opção do Guedes. Não há espaço para mais”.
Sobre António Silva, Martínez diz que o central do Benfica “faz parte do grupo e, se houver uma lesão, é o primeiro central a entrar”.
Em relação a Samu, o espanhol disse que a selecção precisa de continuidade, mas também de sangue novo. E justificou a opção de deixar Palhinha de fora: “Em Março, adorei a energia e a garra do Samu. Chega de área a área e ajusta-se ao que precisamos no Mundial”.
Martínez explicou ainda que ter cinco laterais (quatro mais Matheus Nunes) se deve à importância de poder trocar laterais durante os jogos, trocas que o seleccionador espanhol considera relevantes.
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