Ataques de Israel no Sul do Líbano matam jornalista: é o quarto em dois meses

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Uma jornalista morreu e uma fotojornalista ficou ferida na sequência de ataques israelitas no Sul do Líbano, nesta quarta-feira, apesar do cessar-fogo ainda em vigor.

A repórter libanesa Amal Khalil, que trabalhava para o jornal Al-Akhbar, e a fotojornalista freelancer Zeinab Faraj estavam a cobrir os acontecimentos perto da cidade de Al-Tayri quando um ataque israelita atingiu o veículo à sua frente. Elas correram para uma casa próxima, que foi então também alvo de um ataque israelita, segundo descreveu o Ministério da Saúde do Líbano, que denunciou a obstrução ao resgate das profissionais.

Equipas de socorro libanesas conseguiram resgatar Faraj, que tinha sofrido um ferimento na cabeça, de acordo com Elsy Moufarrej, que dirige a União de Jornalistas do Líbano. No entanto, quando as equipas regressaram para ajudar Khalil, as Forças Armadas de Israel “impediram a conclusão da missão humanitária ao disparar uma granada de som e munições reais contra a ambulância”.

Numa declaração emitida antes de a morte de Khalil ter sido confirmada, as Forças Armadas de Israel afirmaram ter recebido relatos de que duas jornalistas tinham ficado feridas em resultado dos ataques e negaram estar a impedir as equipas de resgate de chegar à zona. No entanto, as equipas de resgate conseguiram regressar ao local apenas cerca de quatro horas após o ataque inicial e, após mais três horas de buscas entre os escombros, recuperar o corpo da repórter.

O ministro da Informação do Líbano, Paul Morcos, reagiu duramente à morte de Khalil, defendendo na rede social X que “atacar jornalistas é um crime hediondo e uma violação gritante do direito internacional”. Já o primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, acusou os ataques contra jornalistas e a obstrução dos esforços de socorro de constituírem “crimes de guerra”. E deixou a garantia: “O Líbano não poupará esforços para levar estes crimes perante os organismos internacionais competentes.”

A morte de Khalil, de 43 anos, elevou o número de mortos nesta quarta-feira para cinco pessoas, saldando-se o dia mais mortífero desde que foi anunciado, a 16 de Abril, um cessar-fogo de dez dias para pôr fim às hostilidades entre Israel e o grupo armado libanês Hezbollah.

Do lado de Israel, o relato do sucedido explica que os dois veículos atingidos saíram de uma estrutura militar utilizada pelo grupo armado libanês Hezbollah e que atravessaram a “linha de defesa avançada”, termo que Israel utiliza para se referir à delimitação da zona do Sul do Líbano que as tropas israelitas ocupam, aproximando-se “das tropas de uma forma que representava uma ameaça imediata à sua segurança”.

As Forças Armadas israelitas afirmaram que não têm como alvo jornalistas, mas, desde o início de Março, já se contabilizam quatro baixas entre profissionais de comunicação social: nesse mês, um ataque israelita matou três jornalistas no Sul do Líbano, tendo as Forças Armadas israelitas admitido que tinham como alvo um dos repórteres. Com Reuters

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