O presidente do Real Madrid reafirmou, nas últimas horas, não ter falado com José Mourinho sobre o cargo de treinador dos “merengues”, o que não impediu o The Athletic de noticiar o acordo “telepático”, até 2029, supostamente já alcançado entre o líder espanhol e o ainda técnico do Benfica.
Um enredo pouco imaginativo, diga-se, com final previsível, que praticamente todo o mundo parece já ter adivinhado, mas que nenhuma das partes parece disposta a desvendar, imperando uma espécie de “poker face” dos dois lados.
Agora, são 15 milhões
José Mourinho e Rui Costa assumiram, oportunamente, a existência de uma cláusula no contrato celebrado entre as partes e que, basicamente, permitia ao técnico e ao Benfica, dentro das datas estipuladas, assumir a separação unilateral… desde que comunicado e, obviamente, mediante uma compensação de sete milhões de euros.
A data limite para exercer essa cláusula terminou ontem, desconhecendo-se se alguma das partes oficializou um “divórcio” anunciado e que, a partir de agora, onera em 15 milhões de euros quem tiver a iniciativa. Uma situação que Mourinho e Rui Costa continuam a levar ao limite, podendo dar-se o caso de as “águias” ficarem reféns da reeleição de Florentino Pérez.
Com as eleições do Real Madrid agendadas para dia 7 de Junho, sabe-se que o empresário do sector das energias renováveis Enrique Riquelme, candidato à liderança do Real Madrid, não é o adepto mais ferrenho do regresso de Mourinho a Madrid.
No cenário mais improvável — mas possível —, o Benfica arrisca ter que manter Mourinho ou pagar os 15 milhões de euros de indemnização ao técnico para romper com este “casamento”. Entretanto, a manter-se o impasse, o Benfica continuará com a preparação da próxima época em suspenso. A começar pela definição do técnico, pedra basilar das escolhas para 2026-27.
Marco entre Lisboa e Londres
Na rampa de lançamento surge outro português, hipótese amplamente publicitada, mas igualmente sem garantias. Marco Silva, de 48 anos — menos 15 do que Mourinho — que termina contrato com o Fulham, da Premier League, perfila-se como o preferido para suceder a José Mourinho. Mas, mais uma vez, a situação requer gestão com pinças de altíssima precisão. Marco Silva está em Lisboa, onde nasceu e já treinou Estoril e Sporting (conquistou a Taça de Portugal em 2015 ao leme dos “leões”). Mas as notícias são contraditórias.
Pelo menos no que se refere à verba a auferir pelo técnico, numa altura em que o Fulham terá apresentado nova proposta de renovação por valores alegadamente proibitivos para os “encarnados”. Qualquer coisa como 7,5 milhões de euros limpos. Mas 2,5 milhões de euros do que o Benfica teria em mente.
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